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Donald Trump, o amigo de Ventura. Obrigado pelos preços!

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arece que ninguém quer falar do assunto? Então o amigo do Ventura está a aumentar os preços aos portugueses? Não era de falar mais um nadinha dos eleitos do Chega nas Autárquicas todos de debandada do partido? Afinal, no que andam os portugueses a votar? Na sua desgraça. Vejam se abrem os olhos.

Onde andam esses poderosos do Chega que mandam bocas a toda a gente? A distraír o pessoal com diabruras? O mundo afinal é mais complicado do que a simplicidade do populismo. O cenário político à volta do Chega tem sido marcado por uma série de contradições que colocam em causa a coerência do discurso "anti-sistema". André Ventura critica o custo de vida nas redes sociais, figuras próximas e financiadores do partido estão diretamente ligados a empresas que beneficiam da manutenção de margens elevadas, criando uma perceção de que o partido serve de "escudo" para os mesmos grupos que sufocam o orçamento das famílias portuguesas. Esta dualidade entre o populismo das ruas e os interesses de gabinete começa a abrir fissuras na confiança do eleitorado mais atento. Mas esta do Trump é claríssima. Tudo isto é um grande teatro de fingimentos que causam desgraça.

Ao nível do poder local, a "debandada" de eleitos nas autárquicas revelou a fragilidade do partido. Não conseguem governar autarquias e querem desgraçar o país? De norte a sul, incluindo casos notórios na Madeira, assistiu-se a uma vaga de demissões e passagens para o estatuto de independentes. Muitos destes eleitos justificaram a saída com a falta de democracia interna, o autoritarismo da direção nacional e a ausência de um programa real para as populações que fosse além dos chavões ideológicos. Um partido de tretas,

O historial de problemas com a Justiça entre os seus quadros e candidatos desmente a bandeira da "limpeza" ética do Chega. Entre acusados por crimes de ódio, roubos, extorsão, fraude fiscal e processos por difamação, entre outros, o partido tem tido dificuldade em filtrar quem coloca nas listas. A presença de elementos com cadastro ou sob investigação judicial em cargos de relevo cria um paradoxo, um partido que pede "mão dura" contra a criminalidade, mas que abriga nas suas fileiras quem tem contas a prestar aos tribunais. Vão buscar os do PSD, tem muitos também.

Para o eleitor, o risco é claro, se querem descalabro vota Chega. Votar num movimento que, sob o pretexto de combater a corrupção, acaba por replicar os piores vícios é no mínimo de rir.

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