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| Ele não está redondo da boa vida de Órban |
V
Vi hipocrisia em números, quando os ucranianos são tão só a primeira linha de defesa da Europa perante um doente imperialista do seculo passado que só gosta das instituições e a ordem internacional quando lhe convém urdir falsos moralismos. Ele não faz absolutamente nada à lei da ordem e direito internacional, no multilaterialismo. Vi um texto de vim putinista a tenta apagar a invasão de um país soberano que não estava a chatear ninguém!
O revisionismo atingiu um novo patamar de cinismo ao tentar transformar Volodymyr Zelensky de líder de uma nação fustigada numa espécie de "vilão financeiro" que coage a Europa. Só quem não tem os sentimentos de ter sido agredido é que pode ter essa leveza de análise, quem me dera que tivesse guerra em casa! É um exercício de falso moralismo que ignora o facto mais elementar de todos, a Ucrânia é um país soberano que foi brutalmente invadido e que luta, todos os dias, pela sua própria sobrevivência.
Tentar colar a etiqueta de "autoritarismo performativo" a um dirigente que opera sob Lei Marcial é de um desconhecimento, ou má-fé atroz. Zelensky não veste uma farda por "teatro"; veste-a porque o seu país é um campo de batalha onde famílias são destroçadas e cidades são reduzidas a escombros enquanto a diplomacia de salão hesita há muito tempo. É claro que enche os bofes! Sobretudo quando vemos a dualidade de critérios numa nova guerra no Médio Oriente. Acusá-lo de chantagem por exigir que os fundos de sobrevivência não sejam usados como moeda de troca por Viktor Orbán é ignorar quem é, de facto, o refém nesta história.
A retórica de que a UE "despejou" 193,3 mil milhões de euros é apresentada como se fosse um favor ou uma pilhagem. Este apoio não é um cheque em branco, é o custo mínimo para manter viva uma nação que impede que a guerra chegue às nossas fronteiras. Se querem ter guerra na Europa, na União Europeia, siga os moralismos desse autor, porque é isso que pretende, a fraquea e a implosão da Europa. Só pode ser um putinista ou um atordoado trumpista. Que dois!
Falar em "contribuintes europeus" para justificar o bloqueio a 90 mil milhões de euros vitais para 2026–2027 é de uma hipocrisia sem limites, vinda de quem prefere ver a Ucrânia asfixiada a ceder na sua agenda política interna. O autor não pode ser um europeu de gema, apoiar Órban é um desvario malicioso.
Sugerir que existe um "caminho negociado" que Zelensky recusa é um insulto à inteligência. Não existe negociação possível com um invasor que não reconhece a existência do outro. Pedir demissão e eleições a um país ocupado é, na prática, pedir a sua rendição incondicional para instituir um fantoche putinista ou trumpista, o tal que decide quem governa na Venezuela e quer fazê-lo no Irão. Os outros países não contam?! Que raio de democracia é esta? Os imperialistas estão a atrair ódio sem fim, escrevam! É que os putinistas e trumpistas são atrevidos e não param de falar, os outros são silenciosos, sem poder e sem microfones à frente a toda a hora.
No Madeira Opina, aceito que sejam plurais, agora eu não aceito esta mentira sobre a mentira, de comer e calar. O que este texto revisionista chama de "estratégia diplomática séria" é apenas um eufemismo para o abandono de um povo. A dignidade não se hipoteca e a soberania não se negoceia em folhas de Excel. Perante ditadores moluscos que se escapam nas palavras, a escolha é clara, a verdade, doa a quem doer.
Até quando permitiremos que a contabilidade fria dos orçamentos europeus se sobreponha ao valor ético da defesa de um povo soberano?
Se querem gastar muito mais e uma guerra na Europa, para além dos nossos valores destruídos vão atrás desses traidores entre nós...
Cuidado com os russos que já estão na Hungria para tentar perverter as eleições. Esse sim é o assunto!
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