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São Vicente, um pântano chamado Chega.

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  • https://www.dnoticias.pt/2026/3/9/484101-cenario-de-eleicoes-em-cima-da-mesa/

A

s notícias de hoje só desacreditam toda a oposição e não só o Chega, é o que o PSD quer, porque o PSD cola-se com interesses caninos, ninguém levanta ondas e cada um "arruma" o seu. Em São Vicente desenha-se um cenário de fragmentação e caos político, onde só o Chega consegue tanto estardalhaço com gente de pouca categoria e responsabilidade, mas sobretudo e claramente, incapaz de debater com ninguém para chegar a um acordo. A Democracia não é a "porrada" de crianças do Chega. É um partido protagonista de uma instabilidade que parece servir apenas os interesses de quem diz combater.

O panorama atual da política regional revela que a dita "alternativa" é, na verdade, um fator de erosão democrática. Enquanto o PSD se prepara para eleições intercalares em São Vicente, o Chega demonstra ser um parceiro de conveniência pouco fiável, movido por interesses de ocasião e não por convicções. O Chega é uma manta de retalhos de mal formados. Gente que já passou por diversos partidos e não tem norte nem coerência.

Com tão poucos meses, o Chega está a empurrar o calendário para a possibilidade de eleições antecipadas, com os partidos a posicionarem-se perante a crise de governação. Só vai beneficiar o PSD, que voltará a ganhar. O Chega preta mau serviço à democracia, à oposição e à autarquia. Berrar e não ouvir não chega para governar.

Helena Freitas e vereador Fábio Costa (Chega) ficaram sem as suas competências executivas na Câmara de São Vicente. O presidente da autarquia retirou os pelouros após uma quebra de confiança irreparável. Tantos adultos, tanta irresponsabilidade, tanta "coesão" partidária e coerência pessoal, tanta incapacidade de manter uma governação estável quando os interesses partidários se sobrepõem de São Vicente.

O PSD já saliva, José António Garcês afirma que o PSD está preparado para enfrentar o eleitorado em São Vicente. O partido tenta mostrar força e organização perante o vazio deixado pela crise política no concelho. Que vergonha! Os factos, volto a dizer, permite-nos concluir que o Chega não é um partido de oposição, mas sim um projeto de "enjeitados" que traz uma instabilidade permanente à democracia.

O Chega assume-se como a medida de todas as coisas, acusando tudo e todos de corrupção e compadrio. No entanto, basta olhar para as suas fileiras para encontrar figuras com problemas na Justiça, provando que são o pior de todas as frentes que acusam. É a suprema hipocrisia de quem berra contra o "sistema" enquanto se serve dele.

Como se vê em São Vicente, o Chega não é oposição, é um "fala barato" que atua a mando do PSD para destruir a imagem de qualquer alternativa real. Ao estar ao lado do PSD em decisões críticas, o Chega apenas prova aos eleitores que votar neles é, por via indireta ou direta, voltar a dar o poder ao PSD. Portanto, os militantes e simpatizantes do PSD estava azedos, vingaram-se com o Chega e agora o poder volta ao PSD?

A perda de vereadores e pelouros por todo lado tem um denominador comum, rebentam tudo e apenas fica o "tacho". Quando não conseguem o que querem, provocam a rutura, não por princípios, mas por birra política. São elementos que apenas cansam e afastam o cidadão.

O eleitorado madeirense precisa de perceber que o Chega é um ruído necessário ao PSD para manter o status quo. Enquanto a oposição se perde nestas manobras de um partido pouco fiável, quem ganha é a velha política que eles fingem combater.

Será que os eleitores vão continuar a cair na armadilha de um partido que promete limpar a política mas apenas a atasca com instabilidade e figuras sob suspeita?

P.S.: E o Diário de Notícias faz o seu serviço político mantendo a notícia várias horas para matar toda a oposição. Sai mais um almoço no Kampo. Bom proveito!

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