Albuquerque só fica aflito nas eleições.
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iguel Albuquerque diz que "não quer antecipar cenários negros" sobre os combustíveis. É curioso, para inaugurar clínicas privadas e lançar campos de golfe de 36 milhões, a visão é sempre cor-de-rosa, mas para enfrentar a inflação que esmaga o madeirense, o Governo Regional prefere a política da avestruz.
Há coisas que se tem de repetir porque o madeirense esquece depressa, como as acusações de Albuquerque. A pandemia da Covid mandou-nos um aviso claro, a dependência absoluta da monocultura do turismo e do betão é um suicídio económico... e empobrece a população. Só os eleitos do regime têm futuro. Na altura, Albuquerque prometeu diversificação. Passados dois ou três anos, o que temos? Mais hotéis, mais obras faraónicas (ou inventadas) a destruição da nossa paisagem para alimentar o monstro do turismo de massa. A diversificação foi, como tantas outras, uma promessa de circunstância. Típico em Albuquerque!
Não deixa de ser irónico que Albuquerque faça estas declarações à porta de uma clínica privada no Funchal. Enquanto o SESARAM definha e as listas de espera desesperam quem não tem posses, o Presidente da Região serve de relações-públicas para o negócio privado da saúde. Estão a privatizar o nosso direito básico à vida e a vender isso como "progresso". Albuquerque governa para estrangeiros, os amigos do partido, os empresários do regime, aqueles que trazem dinheiro para a terra e não importa se são de diamantes, de sangue. de guerra, de oligarcas... uma vergonha esta ilha sem pudor.
Com sempre Albuquerque desvaloriza. Enquanto o "cenário negro" se instala na carteira do madeirense, com o gasóleo a subir e o custo de vida (também a taxa de juro) a sufocar a classe média, Albuquerque parece mais preocupado em manter a imagem de que está tudo bem, como nas enxurradas de turistas e carros nos locais turísticos que se tornam ingeríveis. Mas o mundo está a mudar, até o Dubai Albuquerque! O teu céu e o cantinho do céu já não são tão seguros. Com os conflitos a escalarem e os paraísos de eleição das elites a serem ameaçados, há uma pergunta para responder, quando os cenários negros que Albuquerque recusa antecipar chegarem ao seu refúgio no Dubai, para onde fugirão os fugitivos do costume? Talvez percebam que não há campo de golfe ou clínica de luxo que os salve da realidade de uma ilha que deixaram ficar refém de uma única indústria. É hora de ir ver a máquina a Lisboa, em vez de rins, vê se o cérebro está oleado...
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