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Má semente, maus frutos.

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endo eu filho de pais imigrantes e vicentinos de gema, observo com preocupação o que se passa em São Vicente. O que ali se vê é um lamento para a democracia. Eleitos esqueceram o essencial: servir os cidadãos. Em vez de obras e respostas concretas, assiste-se a vaidades, conflitos internos e espetáculos que em nada beneficiam a comunidade.

O CHEGA lançou uma campanha marcada pelo ruído e pelas calúnias, apoiada por um jornal local que devia informar, mas prefere difamar. Este "jornalixo" não cumpre a função de informar. Promove a inveja, os boatos e o ódio. Quando os meios de comunicação se transformam numa arma política, perde-se a base mínima do debate público.

A semente política importa. Uma má semente produz mau fruto. Há responsáveis ​​que dão prioridade às vaidades e ao confronto em vez do serviço público. Verifica-se falta de preparação, falta de respeito pela opinião contrária e incapacidade para governar com responsabilidade.

Também se observam respostas previsíveis do PPD. Habituado ao poder, o partido reage apressadamente para recuperar influência. Convocar eleições antecipadas é uma opção legítima, mas só tem sentido se surgir como resposta a um projecto claro e orientado para o interesse público.

A alternativa política apresentada por algumas forças incluiu propostas e equipas que procuravam priorizar o planeamento e a execução. Conceber soluções concretas para a saúde, habitação e emprego exige equipa, capacidade técnica e vontade de trabalhar.

É tempo de repensar prioridades. A governação local não é palco para ego. É trabalho quotidiano, contas claras e propostas úteis. Os problemas reais pedem ação, não diatribes. O jornalismo sério exige factos e verificação. As forças políticas devem prestar contas e pautar-se pela transparência.

A política é responsabilidade. Quem aceita um cargo público aceita servir. Sem compromisso com o serviço público e com a verdade, a democracia empobrece. A literacia mediática é essencial. Ler fontes fidedignas e exigir transparência reduz o poder dos rumores. A avaliação pública deve basear-se em factos, auditorias e planos com prazos. A honra, a competência e o serviço público são pilares necessários para uma governação que funcione e respeite a comunidade.

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