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Não são ninguém sem a mama da política.

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  • Pedro Calado regressa à comissão política do PSD
  • https://www.dnoticias.pt/2026/3/2/483234-pedro-calado-regressa-a-comissao-politica-do-psd/
  • Albuquerque destaca Pedro Calado como “quadro importantíssimo” na apresentação da moção 'Madeira Livre'
  • https://www.dnoticias.pt/2026/3/2/483236-albuquerque-destaca-pedro-calado-como-quadro-importantissimo-na-apresentacao-da-mocao-madeira-livre/

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omeçamos a perceber por uma série de figurinhas do PSD e do CDS que não são ninguém sem a política e, que por serem fracos políticos, moldam-se às máfias e lóbis que sugam a Madeira e empobrecem os madeirenses. Para estes, a política não é uma passagem de contribuição das suas capacidades, mas sim uma permanência por serem inúteis num projecto privado. Este tipo de gente, paus mandados, são excelentes testas de ferro de empresários, que também não são ninguém, sem a mama ou guarda-chuva do erário público.

Esta atitude de Albuquerque, quando ele próprio é um fugitivo da Justiça, usando a imunidade, confere ao PSD uma proximidade daquilo que é uma organização potencialmente criminosa, que com o poder e compra de muita gente na Justiça, Jornalismo e Populares armam o jogo da vitória.

Miguel Albuquerque quer vencer subvertendo tudo, espezinhando a Constituição, a Justiça e os madeirenses, arrastando a asa ou comprando descaradamente as pessoas. Há muito dinheiro público para servir o clientelismo que não se importa de arruinar a Madeira na pobreza e na insustentabilidade, desde que as suas contas bancárias estejam recheadas. Cuidado com as bombas a cair no Dubai.

Os eleitos e homologados têm costas quentes, muitos nem fazem travessia do deserto, são reciclados de imediato, porque não têm futuro sem a mama da política.

A elite da Madeira parece acreditar que vive numa bolha de impunidade eterna. Talvez o contexto internacional, europeu e nacional estejam já a trocar as voltas. Pessoalmente estou tão farto deste disco riscado que já desejo qualquer coisa que acabe com a horda da Madeira.

Isto não tem nada novo, o que dá pena é sermos uma terra pequena onde poderíamos viver todos bem, por ser fácil de gerir, e o que estamos a fazer é ter um grupo de bandidos que não largam o poder e estão a incorporar na nossa sociedade o descalabro a vários níveis. Muitos cientistas políticos chamam a isto o "Estado Capturado" ou "Capitalismo de Compadrio" (Crony Capitalism). O regresso de Pedro Calado à primeira linha da Comissão Política do PSD-Madeira, pela mão de Miguel Albuquerque, não é apenas uma movimentação partidária, é um símbolo de resistência e desrespeito de um sistema que se recusa a auto-reformar, mesmo sob o peso de investigações judiciais.

Ao classificar Pedro Calado como um "quadro importantíssimo", Albuquerque está a fazer mais do que elogiar a competência técnica, está a validar politicamente alguém que esteve no centro de processos judiciais que abalaram a confiança nas instituições, a quem não se reconhece visão política nem lisura no dinheiro público, antes é um quadro que deveria ficar de fora, mas regressa para, tacitamente, chamar muitos de estúpidos. Nunca nos esqueçamos que este grupelho vai ser eleito e que quando o partido quis renovar perseguiu a democracia. Falo claramente da iniciativa de Manuel António Correia. Contudo, muitos social democratas acomodam-se a isto desde que ganhem o seu pela calada. Assim se arruína uma Autonomia ao serviço de uma horda. Até Manuel António Correia acabou por apoiar estas soluções nas últimas Regionais. Não se esqueçam que esta horda incompatibilizada com Montenegro depois vai se juntar a iniciativa de Passos Coelho para um país encostado à extrema direita para poder governar.

Para o sistema, não importa a suspeição ética, mas sim a lealdade e a "prova dada" na manutenção da estrutura. Ao trazer Calado de volta, o PSD sinaliza que não abandona os seus, criando uma frente unida que confunde a defesa jurídica individual com a defesa da própria Autonomia, criam uma classe de profissionais da sobrevivência partidária. Quando a política deixa de ser uma missão temporária e passa a ser o único meio de subsistência, o eleito deixa de servir o cidadão para servir quem lhe garante o lugar na lista.

É irónico que a moção se intitule "Madeira Livre"! Livre, de quem? Na narrativa de Albuquerque, é livre do "centralismo de Lisboa", mais um inimigo externo com esta horda cá dentro? Para o cidadão comum, a pergunta é se a Madeira é livre de um sistema clientelar que utiliza o erário público para alimentar contas bancárias e favores. A "liberdade" apregoada parece ser a liberdade de agir sem o escrutínio da Justiça ou da oposição.

O regresso de Pedro Calado é a prova de que o PSD-Madeira decidiu dobrar a aposta, de que provavelmente Eduardo Jesus é mesmo uma nódoa com chancela da Opinião Pública. Em vez de uma renovação ética para limpar a imagem do partido, optaram pelo reforço da velha guarda, é caso para perguntar quando regressam os secretários visados pela Justiça, não era de preparar já uma lista integral de fugidos à Justiça com a receita da imunidade parlamentar?

Para os madeirenses que estão fora desta teia, o sentimento é de cansaço e de que a Madeira está a ser usada como um covil, um refúgio onde a imunidade política e o dinheiro público servem de barreira contra a justiça somada aos que de fora vêm lavar dinheiro.

Quando o maior cliente dos meios de comunicação é o Governo (através de publicidade institucional ou apoios), a crítica esvazia-se. O resultado é uma organização que arma o jogo da vitória antes mesmo das urnas abrirem, sufocando qualquer tentativa de alternância real. Ainda por cima quando a oposição tem gente genial como Paulo Cafôfo:

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