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A sintonizar estações...

No auge da propaganda, Eduardo Jesus atropela José Manuel Rodrigues.

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A dupla que governa para amigos e estrangeiros para estrangular madeirenses.

Invasão de competências

C

ada vez mais, tudo isto é uma questão de aparecer e parecer em vez de governação efectiva, tudo isto é um verniz de unha, há quem as saiba pintar. Eduardo Jesus desaparece nas crises do nosso aeroporto por falta de Plano de Contingência real, nas inoperacionalidades frequentes devido ao estado do tempo na zona de Santa Cruz, mas o ego é tal que já abocanha protagonismo.

Com uma notícia, estamos em presença do ponto nevrálgico da política regional, a ambição cega, o ego mata, a governação é descuidada porque se acha que o Diário de Notícias, e companhia, darão um jeito na imagem. Como se os madeirenses não estivessem a passar mal com as política de Eduardo Jesus que empobrecem a generalidade dos madeirenses. Só agora chegou a crise do Golfo, cuidado com as manipulações que já existem para deitar culpas a outros.

Quando Eduardo Jesus assume a narrativa da economia, território que, por definição de pastas, caberia a José Manuel Rodrigues, a leitura de que há aqui uma "invasão de competências" para alimentar o ego torna-se inevitável, para quem acompanha a ALRAM. Isto é um sintoma do destrato do CDS na mesma linha do que já aconteceu com o PAN e que visa tornar os partidos que aguentam as maiorias absolutas uns perfeitos inúteis. E serão, se deixarem de ter votos, porque a sua visibilidade é abafada por indivíduos com a lata e o ego de Eduardo Jesus. Não se esqueçam que, no mesmo espaço, a ALRAM, já houve o episódio de destrato por Bruno Melim ao CDS, rebatido por Sara Madalena. Também não se esqueçam de que o CDS está no mesmo plano de redução de notoriedade dado aos partidos da oposição. Estão todos felizes com a comunicação social do Mediaram.

Eduardo Jesus é politicamente um nabo, ao destacar o rácio da dívida (61% do PIB) e os 57 meses de crescimento, Eduardo Jesus está a fazer o papel de Secretário da Economia e das Finanças. Dois em um. Numa estrutura governativa saudável, cada secretário defende a sua "capelinha". Quando um se atravessa para falar de macroeconomia, ou há falta de coordenação, ou há uma tentativa deliberada de ofuscar os colegas. Neste caso, Eduardo Jesus está convicto de que as suas políticas de turismo que trazem a carestia das casas, rendas, bens e serviços estão a ser bem aceites por todos os madeirenses, capturado pela bolha em que vive, os amigos que beneficiam deste desastre social de PIB elevado com uma pobreza claramente provada em estatísticas.

Eu já nem sei se a lata de Eduardo Jesus ofende José Manuel Rodrigues, porque em abono da verdade, sendo-se um secretário impotente para moderar as políticas do PSD, é bom haver quem herde as culpas, porque em campanha eleitoral chora-se baba e ranho pelo povo da Madeira. Não creio que seja eficaz, antes o pequeno poder gera as mesmas dependências do poder maior e obriga a votar para muitos manterem o seu emprego e restante hierarquia de dependências.

Uma frase de Eduardo Jesus sobre a inflação é particularmente sensível, afirma que a subida de preços na restauração e hotelaria "não representa diretamente a despesa mensal da maioria das famílias". Se calhar só retira a Madeira aos madeirenses, tal como já as afastou da natureza porque ali já não se relaxa, tal como infestou a rede viária de rent-a-cars, ou também vai matando a permanência em supermercados ao preço que estão, sem fiscalização. Economia. Viajar deve contemplar uma entrada num supermercado no estrangeiro. Na Madeira, onde o turismo é o motor, o aumento do custo na restauração acaba por arrastar o custo de vida geral. Dizer que isso não afeta as famílias é, no mínimo, ignorar a pressão económica sobre quem vive na região. Ignorar que muitos fazem uso do subsídio de alimentação porque o seu trabalho está longe de casa ou não dá tempo. Eduardo Jesus não é capaz de avaliar a barbaridade do que diz porque associada ao poder de compra. O ego cega e mata.

A perceção de que o Secretário do Turismo está a "maquilhar" a realidade da inflação, para fazer brilhar os números da sua pasta, é a razão da intromissão na Economia. Eduardo Jesus no fundo sabe a porcaria que fez e já tem que fazer uma perninha na Economia para dizer as coisas como lhe dá jeito, o que não é diferente do que faz sobre muitos jornalistas que, geralmente, acedem ao assédio e a lhe pintar o quadro.

Cabe a José Manuel Rodrigues, se tiver mais cérebro e menos ego do que Eduardo Jesus, decidir como o quer embrulhar. É natural que Jardim não goste de Jesus nem pintado, porque ao menos rato político é, Jesus só no céu.

A ALRAM mostra sempre o que Eduardo Jesus é, não tem os amigos jornalistas a lhe tratar da redoma.

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