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Cada vez mais quase todos fazem finca pé na sua convicção sem permitir acordos, com cedências de todos, um fundamento da democracia. O algoritmo forma piores pessoas através da dieta de conforto, o algoritmo alimenta-te só com a persepctiva que desejas. O algoritmo funciona como um chef de cozinha que só serve o teu prato favorito. Se ele percebe que tu gostas de "A", ele nunca te servirá "B".
Ao eliminar o que é diferente ou desconfortável, o algoritmo retira o esforço intelectual de questionar, extingue o contraditório, gera falta de contraste. Em vez de gerar o inconformismo do conhecimento, quanto mais se sabe mais se quer saber, o algoritmo atrofia o ser humano. Se a isto juntarmos o estado atual de controlo da informação na Madeira, não vamos longe.
Uma mente que não é desafiada por ideias opostas torna-se preguiçosa, eu diria ditadora, só quer falar do que se sente confortável. É atrofia mental, desculpem os modos, os algoritmos alimentam burro porque não exige pensamento crítico, apenas consumo passivo.
Estamos a falar de um gueto digital, mais uma bolha, uma redoma, um dogma. O sistema cria uma ilusão de que "toda a gente pensa como eu". Se só vês opiniões que confirmam as tuas, passas a acreditar que essa é a única verdade. É um espelho em frente a outro para gerar um espelho infinito.
Por esta razão temos cada vez mais o isolamento do dissidente, estes sim seres superiores (no bom sentido). Quem pensa diferente é visto como um "erro" ou um inimigo, porque o gueto digital nunca te mostrou os argumentos válidos do outro lado.
É assim que afirmo que o algoritmo alimenta burros e é um caminho para o extremismo. Quando uma pessoa é exposta apenas a uma narrativa, qualquer nuance desaparece.
O algoritmo radicaliza ao oferecer conteúdos cada vez mais intensos do mesmo tema para manter o utilizador ligado. É assim que radicaliza por repetição. A tecnologia que dizem que vai mandar no ser humano, na verdade já o influência.
O debate público morre porque não há terreno comum, as pessoas deixam de discutir ideias e passam a atacar identidades. Por isso na minha conversa com um elemento da plataforma disse que concordava com o anonimato para obrigar as pessoas a debater com argumento, é uma pena que a maldita política da Madeira tende denegrir e descredibilizar. O regime quer burros e algoritmos, quer jornais de propaganda e jornalistas com boa vida por sustentarem o regime. O algoritmo é a morte do meio-termo, é importante manter projectos como o Madeira Opina por mais que se cansem do contínuo assédio que pretende a única narrativa a par do algoritmo.
O Madeira Opina não é só contra textos de Inteligência Artificial, nunca disseram mas também é contra o algoritmo, é importante a oportunidade de quebrar este ciclo. Ao publicar temas polémicos obrigam o leitor a sair da passividade. São provocados a sair da bolha do sistema e a pensar diferente. Não cedam Madeira Opina, deixem para trás que gosta de algoritmo. Mostrar que a verdade tem vários ângulos (o técnico, o político e o social) é o antídoto contra o dogma do algoritmo.
O grande perigo de 2026 não é a falta de informação, é o excesso de informação "mastigada" que impede as pessoas de pensar por si próprias. É o algoritmo da desinformação!
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