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Dossier de Imprensa é um programa de atualidade numa televisão pública subsidiada pelos portugueses. Portugueses são todos os que possuem cartão do cidadão ou passaporte português e pagam a conta da eletricidade. Se tens TV e pagas eletricidade és "acionista" da RTP, seja qual for.. Não o cartão do partido ou beneficiário do mesmo.
Há conflito de interesses no Dossier de Imprensa, há moedas de troca, há subserviência ao regime, governo e empresários do mesmo, há plano inclinado muitas vezes combinado em café e restaurantes, a pedido, entre amigos, entre interesses comuns, sempre sob controlo e nas doses certas. Existem pessoas idóneas? Um ou dois, nunca dois no mesmo programa, onde a maioria impõe a missão, o objetivo do sistema. Quem não rima é um bibelot da pluralidade e da promiscuidade.
Acho justo dizer que o Nicolas Fernandez é um pouco equilibrado o resto está tudo comprado. Dependente do salário. O Fernandez está livre dessa canga. Ou seja nada podem fazer contra ele. Tem a família organizada e não o podem perseguir. Desconvidar dá nas vistas e é preciso um bibelot da pluralidade. O terrorismo social e moral é covarde, por isso precisa de atacar a família e os jornalistas. Uns vendem-se, outras acedem, e ainda há mais uns que são mais papistas do que o Papa. Todos pensarão no mesmo...
O sistema regional está doente e vamos ficar cada vez mais silenciados, pois continuarmos calados e roubados, é a determinação do poder instalado e renovado pelo povo, a oposição é fraca e incapaz. Ninguém se movimenta sem que a sua liberdade seja revista em função da sua opinião. Logo os competentes ou tem autonomia ou são como os jornalistas do "Dossier de Desinformação", "Dossier de Imposição da Narrativa".
O Dossier de Imprensa é a reunião dos cabecilhas da comunicação social controlada e subordinada ao MédiaRAM, na televisão pública, que não é independente porque a maioria dos jornalistas deixa-se influenciar e subjugar pelo sistema.
O Dossier de Imprensa é o culminar do jornalismo desacreditado da Madeira que muitos teimam valorizar, usando o seu tempo para o entretenimento de apanhar as vassalagens e as contradições, esquecendo-se de passar a mensagem que importa. Até assim o poder faz curto-circuito à comunicação da alternância. São 50 anos do mesmo e, certamente, 50 anos dos mesmos a cometer os mesmos erros, jogar no palco do poder.
Sobre o jornalismo:
A larga maioria da oposição e oposicionistas ainda não conseguiram perceber o sucesso do Chega para copiar, é ele que marca o calendário, é ele que é timoneiro dos temas e o resto vem atrás. O Chega conquistou o seu lugar por isso e depois, sobretudo no continente, a comunicação social teve que lhe dar tempo de antena e até prioridade, porque nos shares percebem que há gente a ver, há pageviews superiores, etc. A confusão, ruído e temas fraturantes do Chega dá-lhe atenção. Não sei como ainda não tomaram conta do Madeira Opina, talvez porque o Chega Madeira seja o Ventura no continente.
No dia em que os jornalistas deixarem de ser os privilegiados do regime e sentirem o que a população sente começarão a falar a mesma linguagem, por agora são câmara de eco.
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