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25 de abril: há 52 anos derrotávamos os antepassados do CHEGA.

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elebrar o 25 de Abril não é apenas um exercício de memória sobre cravos e canções de protesto, é um lembrete político sobre a resistência contra uma ideologia que, embora mude de nome, mantém a mesma essência de exclusão, autoritarismo e saudosismo de um país a preto e branco. Por isso, mais do que nunca, aqueles que se recusam a comemorar a data, como a CMF, diz muito do facilitismo que os partidos tradicionais introduzem na nossa vivência democrática para beneficiar os populistas e fascistas com o esquecimento.

Quando digo que há 52 anos derrotávamos os "antepassados" das correntes populistas de hoje, não estou a usar uma metáfora vazia. Estou a falar de factos!

O regime derrubado em 1974 sustentava-se nos mesmos pilares que hoje servem de base ao discurso do CHEGA. A ideia de uma "ordem" imposta, de um nacionalismo que exclui quem é diferente e de uma moralidade única que ignora a diversidade da sociedade portuguesa moderna. O "Deus, Pátria e Família" vs. a Liberdade!

Se ontem o medo era a PIDE e a censura, hoje tenta-se instalar o medo do "outro", do imigrante ou do beneficiário de apoios sociais. A estratégia é a mesma, dividir para reinar, criando bodes expiatórios para problemas complexos. A retórica do medo, onde o PSD regional está agora incluído com as mesmas práticas

A democracia conquistada em Abril deu-nos o direito ao voto, à saúde pública e à educação. Hoje, vemos ressurgir um discurso que mina a confiança nestas mesmas instituições, tal como os defensores do antigo regime faziam ao desprezar a vontade popular em prol de uma "elite" de bons portugueses. É o ataque às instituições, a mentira do cansaço do voto, uma governação para elites esquecendo-se da população que, infelizmente, anda distraída.

Abril é a antítese do ódio. É o dia em que o povo português decidiu que não queria mais ser pequeno, isolado e amordaçado. Derrotar os antepassados desse conservadorismo radical foi o maior feito da nossa história recente.

Celebrar esta data em 2026 exige mais do que nostalgia. Exige a coragem de identificar as sombras do passado que tentam agora vestir-se de novidade política. Fingindo-se esclarecidos, moralistas, com ideias curtas e frases redondas, em revisionismo e desrespeito. A liberdade não é um dado adquirido, é um músculo que precisa de ser exercitado todos os dias para que os "antepassados" do autoritarismo nunca mais voltem a ser o nosso futuro.

Viva a Liberdade. Ontem, hoje e sempre.

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