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A falha da recolha selectiva de papel pela CMF

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rise de Pap€l na Madeira não existe, o pessoal é todo rico, é ver o PIB, os bólides e o congresso do PSD. No entanto, no PAPEL há crise, por algumas semanas tem falhado a recolha selectiva de PAPEL no Funchal. A acumulação de papel e cartão nos ecopontos do Funchal está à vista mas também e sobretudo na recolha de particulares. Como a recolha particular não se faz em parte ou todo, a malta despeja nos ecopontos e quebra a eficiência. Passados uns meses desta nova "administração", começamos a ter saudades da Cristina Pedra, independente levou a água ao seu moinho sem esconder e a lutar contra os esquemas partidários, a atual câmara levanta sérias dúvidas sobre a eficácia da recolha seletiva por parte da Câmara Municipal (CMF). Só se dedicam ao Pap€l da construção, parecem loucos a salivar com a suspensão do PDM. É só abrir os olhos a mais uma vaga de despudorada construção. Ainda vamos sentir saudades do "fininho"? Mas o que importa, os diversos pontos da cidade, as ilhas ecológicas começam a transbordar nalguns sítio, sobretudo naqueles com Presidente da Junta em part-time, forçando os munícipes a depositar o material no chão. Gosto especialmente dos dias de vento com o papel excedente...

Esta falha no serviço básico de higiene urbana envia uma mensagem contraditória a uma população que é constantemente incentivada a reciclar e a atender um recolha picuinhas que se não estiver milimetricamente ao agrado deixam ficar. Quando os cidadãos cumprem o seu dever de separação, mas encontram os contentores sistematicamente cheios, o desânimo instala-se e o esforço ambiental perde o sentido. Não se trata apenas de uma questão estética, mas sim de uma falha de gestão logística que urge ser corrigida antes que o problema se torne crónico. Cuidado que com tanta gente a arder papel, esses mirones dos incêndios vão enlouquecer.

É imperativo que a CMF esclareça se estas falhas se devem a falta de meios humanos, avarias na frota ou uma reestruturação de rotas que não está a dar resposta às necessidades reais da capital. Ou "aselhas" na gestão. Com tantos impostos, que se se perdoam a empresas, o munícipe pode exigir mais atenção à sua parte?

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