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A sintonizar estações...

A serra do Eduardinho, terraplenos para estacionamentos, excesso de carga e lixo.

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ecidi escrever, estou farto disto, estão a dar cabo da ilha! Parem a ganância, que falte já gasolina para aviões, para rent-a-cars e acabem este regabofe. Ilha de passivos. A Covid mandou diversificar e esta gente superior, sem ideias para gastar o PRR, decidiu fazer tudo errado. Estão aí os avisos, agora o lixo, depois a falta de água, a pegada do carbono, cruzeiros a encher o ar do Funchal com partículas e depois as análises são do melhor, até parece o das águas fantásticas da costa, com ETARs a debitar só o tratamento primário. Outra vergonha.

Este Governo está a extinguir os madeirenses e a ilha, queremos tudo de volta. Não é vosso!

Será que vale a pena falar ou os que falam fazem o ridículo com este tipo de gente amorfa? Olhem para a notícia, forma um tríptico preocupante sobre o modelo de desenvolvimento da Madeira. É um ciclo de "extração, obstrução e acumulação" que parece estar a chegar a um ponto de rutura.

O modelo económico assenta numa pressão constante sobre o "pequeno", onde o contribuinte é espremido para sustentar uma estrutura de grandes interesses. Quando a lógica de governação prioriza a proteção de fluxos financeiros de 10 milhões (com isenção de vistos) a coesão social começa a desfazer-se. Os governos desfocaram.

O aterro da Meia Serra é o aviso final da natureza. Uma ilha é, por definição, um sistema finito. Receber mais de 2 mil toneladas de resíduos por mês e estar "perto do limite" é o resultado direto de uma carga humana e turística que a infraestrutura não consegue processar de forma circular.

Somos poucos madeirenses, mas a ilha suporta gente a mais, como se todos nós tivéssemos ordenados de técnicos especialistas e 4 filhos por décadas, para um futuro a multiplicar gente. O problema é que fizeram isso em meia década com estrangeiros.

Expandir o aterro é apenas empurrar o lixo para dentro da serra. Aumentar a carga sem repensar o consumo e a gestão de resíduos é um caminho direto para o colapso ambiental de um território que vive da sua imagem de "pérola do Atlântico". É estacionamentos a alastrar na serra para rent-a-cars e o lixo a ampliar o aterro, o mar a receber efluentes com tratamento primário, o ar sem política de contenção do CO2, está tudo ERRADO! ERRADO!

A Madeira está a ser gerida como se fosse um continente de recursos infinitos, mas a realidade geográfica e social dita o contrário. Se o ritmo de dizimar recursos continuar a ser superior à capacidade de regeneração, a ilha corre o risco de se tornar um cenário bonito para quem passa, mas uma armadilha insustentável para quem cá vive e trabalha. É preciso parar de "espremer" e começar a "gerir" com visão de futuro, antes que o aterro, físico e social, transborde de vez. O que vai faltar primeiro o combustível, o turismo ou a água?

Estou farto disto! Quando é que a Justiça prende esta gente? Quando é que o madeirense acorda? Que vergonha o negócio da Ponta do Pargo.

Esta plataforma deve garantir que todos os textos são guardados, a memória futura vai castigar esta gente.

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