O CHEGA promove a ocultação das contas dos partidos.
O
partido com mais militantes com casos de Justiça, com estatutos que esbarram no Constitucional, o da retórica da "limpeza" mas que até teve uma série de investigação na TV sobre o seu financiamento obscuro, chega para uma golpada.
Ninguém pede coerência ao CHEGA, só foguetório "angana burros". A notícia do Expresso levanta questões profundas sobre a coerência política e a transparência democrática em Portugal, colocando o CHEGA no centro de uma contradição flagrante entre o discurso e a prática. Mas isso o que importa numa democracia de claques onde ninguém ouve e pensa, só berram por um lugar ao sol.
O partido que fez da "luta contra a corrupção" e do "sistema" a sua principal bandeira eleitoral aparece agora como o protagonista de um retrocesso na transparência. Isto é fantástico, foi para isto que muitos votaram no CHEGA? Vão jogar para trás das costas? Ao recusar-se a entregar as listas de doadores durante dois anos (2021 e 2022) e ao invocar o RGPD para impedir o escrutínio, o CHEGA demonstra uma retórica moralista de conveniência. Para patos.
O CHEGA tem um discurso onde os outro nunca prestam, mas a sua casa tresanda, promete transparência total e o fim dos interesses instalados. O CHEGA bloqueia o acesso à origem do seu próprio dinheiro, impedindo que jornalistas e cidadãos saibam quem financia a sua atividade. Depois basta-lhe o foguetório do "porquinho".
Historicamente, o acesso a estas listas permitiu identificar ligações perigosas na política portuguesa (como o caso Espírito Santo ou a Mota-Engil). Ao questionar a legalidade deste acesso, o partido do "porquinho" contribuiu para uma decisão que, na prática, veda o acesso da comunicação social aos nomes dos doadores. Mas também impede a deteção de conflitos de interesses, onde um doador privado poderia ser beneficiado por futuras decisões políticas do partido.
Que traição à comunicação social que gosta do "porquinho" e das rocambolescas notícias do CHEGA para pageviews.
Que diferença de posturas entre retórica e prática, evasão vs. esclarecimento. O CHEGA utilizou as dúvidas jurídicas como escudo para não entregar qualquer informação durante dois anos, uma omissão que levanta suspeitas sobre a origem dos seus fundos. Não fez mais do que emporcalhar a Justiça como faz nos debates.
É difícil sustentar uma postura de "paladino da moralidade" quando se trabalha ativamente para tornar os financiamentos partidários secretos. A corrupção combate-se com luz sobre as contas, não com pareceres que protegem o anonimato de quem investe em forças políticas. Ao esconder os seus doadores, o Chega não está a combater o sistema; está a utilizar as ferramentas mais obscuras dele para se proteger.
Cabe aos eleitores do CHEGA acabarem com esse clima de claque e abrir os olhos, o partido é e será pior do que os partidos tradicionais!
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