25/04/2026, 08:29:57 Exmo. Senhor Leonel
Há coisas que custam mais quando vêm de quem devia saber melhor. E este é um desses casos. O Senhor Leonel sabe o que é vir de baixo — ou pelo menos diz-se que sabe. Sabe o que é contar cada euro, adiar decisões básicas, viver com a constante incerteza de não saber se no mês seguinte ainda há casa. E mesmo assim, aqui estamos: rendas a subir, casas inacessíveis, e respostas que não chegam. Não é falta de aviso. Não é falta de sinais. É falta de ação eficaz. Enquanto se fala em medidas, planos e estratégias, há pessoas a sair da região, a voltar para casas de familiares, a desistir de ter independência. Há trabalhadores que simplesmente já não conseguem viver onde trabalham. E, no entanto, quem decide parece confortável com este ritmo — lento, distante, insuficiente. E isso é o que mais revolta: não é ignorância. É escolha. Escolha de avançar devagar quando a urgência é evidente. Escolha de manter políticas que não acompanham a realidade. Escolha de falar de habitação como se fosse um tema técnico, quando na verdade é uma questão básica de dignidade. O mais difícil de aceitar não é que o problema exista — é ver que alguém que conhece essa realidade age como se já não lhe dissesse respeito. Porque quem vem de baixo não devia precisar que lhe expliquem o que está a acontecer. Devia reconhecer imediatamente. Devia agir mais rápido. Devia fazer melhor. Se não o faz, então há uma pergunta inevitável: deixou de compreender… ou deixou de se importar?
25/04/2026, 12:45:23 Lapas
Esta semana os dois matutinos da Madeira fizeram capa com destaque para anunciar a data da retoma da apanha da lapa. Na segunda um anuncia uma data (maio!) no sábado outro anuncia outra data (junho!) Em que ficamos? Sendo um recurso que continua a ser de todos e apesar do preço que atingiu ser um aliciante a comercialização, muitos madeirenses têm por hábito apanhar umas lapinhas para comer em casa. Era por por demais evidente que fosse convocada uma conferência de imprensa pelo governante máximo que tutela o setor para anunciar a data do início e explicar as novas regras. Já agora poderia fazer-se acompanhar pelos apanhadores profissionais (que têm estado em casa a receber subsídio) e que foram os principais causadores desta situação a que chegamos, para que publicamente assumam o compromisso de respeitar a lei nomeadamente o tamanho e a quantidade. Temos de atuar em conjunto para que a situação não se volte a repetir. É triste ficar privado de comer umas lapinhas frescas por tanto tempo.
25/04/2026, 14:09:15 O cozinheiro "afunda-navios"
Albuquerque, desce à Terra, zela pela qualidade do mar em vez de apostar em afundar navios. Vai adicionar mais etapas de tratamento das águas residuais nas ETARs em vez de ficares vergonhosamente na Primária. Só trabalhas para o show off! Agora um ferro velho à volta da ilha? Sem qualquer história para contar e ter um pingo de veracidade? A Madeira lixeira da armada? Desaparecer com navios é um desígnio do PSD, sejam ferries da concorrência como chaços da armada.
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