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Curtas e Cenas

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21/04/2026, 21:2148
Albuquerque começa a trabalhar para o madeirense, é só parvoíces de culinária, ginásio, asneiradas. Quem te disse que isso é sério e política? Pensas que estás a ficar popular e nem sonhas como isto anda. Tens sempre muita necessidade de te mostrar em forma...

21/04/2026, 22:09:23 A construção civil tem falta de trolhas!
Qualquer dia a Igreja tem uma rusga judicial com este fetiche das obras. Foram abençoar as lajes para não caírem ou os trabalhadores não morrerem? Padres do regime já chega! Até a Igreja anda na palhaçada para abençoar o regime corrupto da Albugan da Madeira da Mafia no "bom sentido". "Com a Junta de Freguesia da Sé estamos a visitar o novo Hospital Central e Universitário da Madeira. Deus abençoe esta grande obra". Um hospital mais pequeno do que o atual para cada vez mais gente! Estrangeiros. Onda anda a Igreja a olhar pelos desfavorecidos? Onde anda a Igreja a condenar a privatização da Saúde? Qualquer dia o Governo só oferece o cimento e as telhas, os padres que façam a obra.

21/04/2026, 22:31:27
Nos últimos 50 anos, vivendo nós numa ilha de 250.000 pessoas com apenas um aeroporto e os barcos do Sousa como porta de entrada, como é que a PJ Madeira ou PSP Madeira nunca apanhou os grandes líderes do tráfico de cocaína e heroína na Madeira? Trabalho jornalístico de investigação já sabemos que nunca houve nem haverá, mas investigação policial acho muito estranho. Pior, porque é que nem os nomes se ouvem em surdina nem as suas ligações políticas ou outras ligações? É de facto o maior misteéio da Madeira das últimas décadas. E vamos supor que o grande tráfico só tem mesmo 2 formas de entrada e não é feito através de pessoal que desembarca nos navios de cruzeiro no Funchal nem vão descarregar fardos no Porto Santo para virem de lobo marinho dentro dalguma viatura. Para quando um C-130 vindo do continente para o efeito?

21/04/2026, 14:08:08 Manual do Cidadão Autossabotador.
Na Região Autónoma da Madeira, floresce uma nova espécie política: o cidadão que milita contra si próprio com uma disciplina que faria inveja a qualquer regime — uma devoção tão férrea que transforma contradição em programa e servidão em estilo de vida, sempre com a bênção sorridente de Miguel Albuquerque e do seu evangelho partidário. Este novo protagonista declara, com uma convicção quase religiosa, que não quer carro para si nem para os outros, não quer imigração porque nunca precisou de emigrar, não quer turismo para quem trabalha nele mas implora turistas para sustentar a economia — um malabarismo ideológico digno de circo, onde a lógica é atirada ao ar e nunca mais volta; defende patrões que o esmagam, políticos que o espremem e reformas que lhe cortam o pouco que tem, enquanto aplaude de pé a elite que vive do seu suor como se fosse um espectáculo pago a IVA incluído. O mesmo cidadão que se queixa da pobreza transforma-a em identidade, quase em património imaterial: nascer pobre, viver pobre e morrer pobre torna-se missão, não falha — e qualquer tentativa de mobilidade social é tratada como heresia, porque “um filho de um Zé Ninguém jamais pode ser alguém” é mais do que crença, é política pública internalizada; curiosamente, odeia pobres com a mesma intensidade com que protege ricos, num acto de ginástica moral que dispensaria aquecimento. Entre bandeiras laranja e aplausos automáticos, instala-se um culto onde questionar é traição e pensar é opcional, e onde a democracia é celebrada como um sistema perfeito desde que nunca mude de mãos — uma monarquia informal com boletins de voto, onde o trono se chama estabilidade e o súbdito chama-lhe gratidão. No fim, resta a pergunta que ninguém quer  fazer: se isto não é ironia, então é a obra-prima final da autossabotagem colectiva — um povo que não precisa de opressão externa porque já aprendeu a fazer o trabalho sozinho, com entusiasmo, convicção e, acima de tudo, um sorriso disciplinado.

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