Celebra-se hoje o 52.º aniversário da Revolução do 25 de abril que restituiu a Portugal a liberdade e a democracia. Mas, passado mais de meio século, constatamos que o 25 de abril não se cumpriu em alguns eixos fundamentais da sociedade portuguesa.
V
Na Justiça, também não cultivam os valores de abril. Basta analisar o número de casos em que a Justiça Portuguesa é condenada pelo Tribunal pelo Tribunal dos Direitos Europeu dos Direitos do Homem (TEDH), sedeado em Estrasburgo, que é o órgão jurisdicional do Conselho da Europa que garante o cumprimento da Convenção Europeia dos Direitos do Homem.
A nossa Justiça peca pelos atrasos, pela interpretação limitada da liberdade de expressão e pela inconsequência da investigação. Melhor exemplo que na Madeira não há. Foi o Cuba Livre e ninguém culpado. Tiraram certidões para outra investigação e NADA. E aquele avião com cerca de 150 inspetores que aterrou no aeroporto da Madeira em 2024 e transportou inúmeras caixas de documentos? Deu em quê? A Judiciária provavelmente atua e quiçá a Maçonaria atenua?
Enquanto determinadas e fulcrais instituições permanecerem fora do espírito de abril, a democracia continuará imperfeita, a cidadania reduzida e o pobre e o revoltado frustrados com esta democracia, enfileirando em programas retrógrados de uma direita saudosista.
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