O ferry vai ganhar à aviação, querem ver!
Viajar e gozar a vida.
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Por estes dias temos rido bastante, feitos loucos, e os outros colegas já devem achar que este entrosamento é de larilas. Mas agora chega a parte séria. é sobre quem defende o ferry para a Madeira se está a rir para dentro e literalmente é uma pequena vingança com agora f..., vai à m...
A narrativa está a mudar, e o que antes era visto como um transporte "lento" ou "sazonal" está a tornar-se, aos olhos de quem vive e visita a ilha, a única alternativa com garantia de chegada. Enquanto o aeroporto se torna uma roleta russa meteorológica e política, o ferry perfila-se como o verdadeiro vencedor deste braço de ferro! Ainda vai haver gajos a me dar para trás. Fiquem às voltas acagaçados e aos trambolhões para terrar. Ah, nos barcos é o mesmo... cromos.
No Aeroporto da Madeira, o passageiro vive sob a ditadura do vento e da "tesoura". Pode estar a 15 minutos de aterrar e acabar de volta a Lisboa, nas Canárias ou em Porto Santo. O ferry, pelo contrário, oferece o luxo da certeza. Num cenário de alterações climáticas onde os ventos extremos são o novo normal, o mar, embora desafiante, oferece rotas e janelas de operação que a aviação, presa a limites técnicos rígidos não consegue acompanhar.
Que bom o Eduardinho ser teimoso, nem meio marítimo a despachar a malta desde o Porto Santo nem nada. Só há a esperança do magnata dos portos e da comunicação social decidir que passa a ser elegível porque ele quer fazer negócio. Dúvidas que é assim que isto funciona, e aí ele vai inverter tudo o que carpiu no passado. Se calhar fazem um evento a ver se o ferry funciona como foi do helicóptero para mandar o Rocha das Infestantes pro ...
Enquanto na aviação a experiência se resume a turbulência, aproximações falhadas e o stress de ficar "pendurado" num terminal sem saber quando regressa a casa, o ferry devolve a dignidade à viagem, e sobretudo continua a ser linear sem precisar do Eduardinho.
Com o ferry até podes levar o teu carro na bagagem (resolvendo o problema do abuso dos preços dos rent-a-car). Não tens limites de bagagem absurdos. Não tens que correr para apanhar lugar. A viagem é uma transição, não um trauma.
A aviação na Madeira está refém de uma gestão que prefere discutir limites de vento no papel do que investir em soluções estruturais. Ao apostar num ferry de linha regular e robusto, a Madeira deixa de estar de joelhos perante as companhias aéreas que cancelam voos ao primeiro sinal de brisa, deixando milhares de pessoas à deriva. O ferry é a soberania da continuidade territorial em estado puro. É certeza. Alguma vez ouviram que o porta-contentores do Sousa não saiu por mau tempo?
Se o Governo, o Eduardinho, continuar a dar a cara apenas nos bons momentos e a ignorar que o aeroporto está a perder fiabilidade, o mercado vai ditar a sentença. O cidadão vai preferir as 24 horas de navegação segura às 2 horas de voo incerto seguidas de 3 dias de espera num hotel.
O ferry não é apenas um barco, é a ponte de confiança que a aviação está a quebrar. Quem quer apostar? O mar vai acabar por dar a lição que a terra (e o ar) não quiseram aprender.
Quando vejo voos às voltas para aterrar no aeroporto da Madeira fico aflito pelas pessoas mas riu-me tanto a pensar no ferry. 24 horas aprazíveis a conviver, jogar às cartas, cavaqueira com amigos, quando aprenderem o intervalo na vida como vale a pena não vão querer outra coisa.
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