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O negacionismo das vacinas está a dar para o torto nos EUA

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Há vacinas e vacinas, negar tudo é um erro!

Q

uem está atento verifica que esta gente de extrema-direita repele a ciência e resolve tudo com umas bocas cavernícolas. O problemas é que o seu "deus" e demais operacionais incompetentes estão a trazer o caos aos EUA. Convém olhar para não repetir os erros em Portugal.

O ceticismo e o negacionismo em relação às vacinas nos EUA, que ganharam uma força desproporcional nos últimos anos, estão agora a cobrar uma fatura pesada na saúde pública americana, já de si complicada. O que começou como uma resistência política e ideológica transformou-se num retrocesso civilizacional, com o ressurgimento de doenças que eram consideradas erradicadas, como o sarampo e a poliomielite, em comunidades onde a imunidade de grupo colapsou devido à desinformação. Não há vacina de "lixívia" que resolva.

A situação está a "dar para o torto" porque a retórica antivacina saiu das margens da internet para os corredores do poder, influenciando políticas estaduais que facilitam a isenção de vacinação escolar. O resultado é um cenário de vulnerabilidade extrema, onde surtos localizados colocam em risco não apenas quem escolhe não se vacinar, mas também os imunocomprometidos e as crianças que ainda não têm idade para serem imunizadas, sobrecarregando um sistema de saúde já fustigado por crises sucessivas.

Para além do impacto clínico, este fenómeno está a criar uma fratura social profunda e uma desconfiança perigosa nas instituições científicas. Quando a ideologia se sobrepõe aos dados biológicos, o custo mede-se em vidas perdidas e em milhões de dólares gastos no controlo de crises perfeitamente evitáveis. Os EUA enfrentam agora o desafio hercúleo de restaurar a confiança na ciência num ambiente de polarização extrema, onde o facto científico passou a ser tratado como uma mera opinião.

Trouxe esta questão porque eles não estão lá longe que não nos afetam, estão a emigrar, a chegar à Madeira, a se estabelecer. Tal como importamos excesso de peso para as estatísticas, não tarda nada que as más políticas regionais vão trazer ainda mais dissabores, parece que vão importar o modelo americano de Saúde e Doença!

Deem troco aos negacionistas daqui para o futuro ser ainda "melhor".

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