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O tapete vermelho para mais e melhor monopólio ao Sousa

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 dualidade de critérios na política económica da Madeira está de regresso! No centro do debate está a recente intercessão do Governo Regional (GR) junto de Lisboa a favor do Grupo Sousa. Enquanto o Executivo madeirense move influências para viabilizar armazéns de logística orçados em 30 milhões de euros, alegando "interesse estratégico" e "segurança alimentar", o contraste com o tratamento dado a outros investidores, como o Lidl ou a Naviera Armas, alimenta a tese de que o mercado regional é um campo de jogo inclinado.

De acordo com as recentes notícias, o GR aprovou uma resolução para solicitar ao Governo da República a "melhor colaboração institucional" para viabilizar a construção de dois armazéns do Grupo Sousa junto ao Estabelecimento Prisional do Funchal. O argumento oficial é que a obra é "vital" para garantir um stock de alimentos para dois meses, reforçando a resiliência do sistema logístico regional face a constrangimentos externos.

Com a diversificação de privados não se consegue isso?! Tudo na mão do mesmo para encarecer tudo. Portos, camionagem, estiva, armazéns, combustíveis... este governo não quer saber de madeirenses! Um presidente do GR é um palhaço com umas empresa com todo este poder!

Esta intervenção direta para desbloquear obstáculos burocráticos a favor de um dos maiores grupos económicos da ilha contrasta fortemente com outros casos recentes.

No caso Lidl (transportes próprios e supermercados), o gigante alemão do retalho enfrentou uma autêntica "via sacra" burocrática e resistências políticas para se instalar na Madeira. Ao contrário do Grupo Sousa, que vê o GR interceder a seu favor em Lisboa, o Lidl encontrou entraves no licenciamento que muitos interpretaram como uma forma de proteger os grupos de distribuição local.

No caso Naviera Armas, setor dos transportes, a saída da Naviera Armas da linha ferry Madeira-Continente foi vista por muitos como o resultado de uma falta de apoio (ou mesmo de hostilidade política) que acabou por consolidar o monopólio do transporte de mercadorias, beneficiando precisamente a estrutura logística dominante na região.

Protegidos vs. Concorrência "Chutada"

O "interesse estratégico" invocado pelo GR é frequentemente um eufemismo para a proteção do status quo. Quando se trata de empresas ligadas ao chamado "regime" ou a figuras com proximidade aos centros de decisão, as portas abrem-se com facilidade.

Em contrapartida, investidores que trazem concorrência real e potencial descida de preços para o consumidor parecem ser sistematicamente "chutados" ou deixados à mercê de uma burocracia asfixiante

Ao apoiar a expansão do Grupo Sousa em terrenos sensíveis, o GR reforça o controlo de um único player sobre a cadeia de abastecimento, dificultando a entrada de novos operadores que poderiam utilizar infraestruturas alternativas.

O sinal enviado ao mercado internacional é descorajador, na Madeira, o sucesso de um grande investimento parece depender menos da viabilidade económica e mais da "bênção" política ou da não interferência com os interesses dos grupos instalados.

O cenário que se desenha é o de uma economia regional de duas velocidades. Numa, os grupos próximos do poder beneficiam de resoluções de conselho de governo e intercessões em Lisboa. Na outra, investidores externos e concorrentes diretos enfrentam o "muro" da autonomia quando esta é usada para filtrar quem pode ou não prosperar no mercado madeirense.

A pergunta que permanece sem resposta oficial, se a segurança alimentar e a resiliência logística são tão vitais, porque é que essa urgência não se aplicou à facilitação da entrada do Lidl, que traria maior diversidade de oferta e preços mais baixos para a população?

Queria terminar com um pormenor, em breve, uma superfície de fast food vai abrir em Câmara de Lobos, com tantos obstáculos na construção, sabem o que fizeram? Dispensaram empresas e mão de obra local, vem tudo em módulos e será instalado por pessoas do continente. Ainda há brechas!

Nota: sabiam que o Leroy mostra stocks na Madeira que não estão disponíveis para venda e vamos enganados? Estão no armazém do Sousa! Toda a gente vai ao ritmo deste senhor? Já os Correios são assim, que "porquinho".
P.S.: parabéns pelo vosso trabalho de permitir explicar às pessoas o que se passa nesta ilha para além das notícias sonsas.

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