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Parece que à Igreja está reservado um lugar de imunidade por omissão, por estatuto por cegueira. Isso tem que acabar porque novos problemas vêm a caminho.
Reparem que não me parece que alguma Igreja do todo esteja arrependida em relação aos "pecados sexuais", por eles, o mesmo negacionismo da Inquisição estaria no ativo, no mesmo esquema dos Governantes desta região que se imunizam contra a Justiça. E a Igreja lá está a coadjuvar. Unha e carne.
Quem não se lembra de Paula Margarido, então líder da Comissão Diocesana dos Abusos Sexuais, que se limitou a fechar os olhos a suspeitas e denúncias? Quem não se lembra do Bispo a desconversar, meio irritado fora do adro da Sé, com um jornalista de uma TV do continente a abordar o tema da pedofilia no seio da Igreja? Quem não se lembra dos casos antigos destratados, quando o Bispo até fugiu de ações, como aquela da Igreja do Campanário onde deveria abordar o assunto dos abusos sexuais com 500 catequistas? Quem não sabe como, ainda não saíram desta, e já correm rumores de um novo caso, no ativo, que só se muda de paróquia quando os fiéis começam a desconfiar. Na suspeita deve-se parar tudo até que se esclareça, se for verdade evitou-se, se for mentira compensa-se. Neste quadro é natural que Albuquerque seja um anjo para a Igreja que o acolhe no branqueamento. Quando vejo o Bispo e a Paula Margarido juntos acho que os dois teriam muito que falar na Justiça civil para além das palavras de absolvição. Uma confissão às autoridades sobre o que sabem.
Mas por estes dias surge outra novidade, uma notícia avançada primeiramente pelo jornal digital 7Margens (em texto assinado por António Marujo) e replicada por outros meios como o SAPO 24, a 8 de abril de 2026.
De acordo com a investigação do 7Margens, o Bispo do Funchal (D. Nuno Brás), juntamente com os bispos do Porto e de Viseu, terá estado entre os prelados que defenderam a redução dos valores das compensações propostas para as vítimas de abusos sexuais.
- https://setemargens.com/bispos-do-porto-viseu-e-funchal-entre-os-que-defenderam-reducao-dos-valores-das-compensacoes-as-vitimas/
O debate ocorreu durante a definição da tabela de indemnizações (que ficaram fixadas entre 9 mil e 45 mil euros). A posição de D. Nuno Brás e dos outros bispos citados terá sido no sentido de baixar estes patamares, o que gerou críticas internas e externas, contrastando com a vontade de outros bispos que defendiam valores mais elevados em linha com o que foi sugerido pelo Grupo VITA.
De notar que, após a saída desta notícia, o Bispo do Porto (Manuel Linda) veio publicamente negar ter apoiado a redução, mas até ao momento não houve um desmentido formal ou comentário detalhado de D. Nuno Brás sobre esta revelação específica do 7Margens. E isto soma aos seus antecedentes.
Senhor Bispo, do que teme? O que esconde? O que evita?
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