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A Ribeira Brava afunda entre "Pipas"

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Arrogância, caos e obras sem rumo.

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uem vive diariamente na Rua dos Dragoeiros percebe bem o ambiente de desorganização, falta de planeamento e ausência de liderança que se instalou nos últimos meses. O vereador das Obras, agora apelidado por muitos de “Pipa”, demonstra claramente não ter capacidade para gerir uma intervenção desta dimensão, deixando transparecer uma postura arrogante perante as críticas e os transtornos causados à população. A sensação que passa é a de alguém que acha que sabe sempre tudo, que nunca admite erros, quando na prática os problemas acumulam-se diariamente e as queixas da população aumentam.

O vereador pode gostar muito de brincar e de viver no mundo da fantasia, mas a realidade é que isto não é um jogo nem um filme. Estamos a falar da vida diária das pessoas, de comerciantes prejudicados, moradores revoltados, trânsito caótico e famílias que todos os dias têm de lidar com os problemas criados por uma obra sem planeamento e sem capacidade de gestão.

Muitos moradores ficaram incrédulos ao ouvir respostas dadas à população como “de casa não vejo nada disso” ou “é uma questão de hábito”, frases que demonstram um enorme afastamento da realidade vivida por quem sofre diariamente com poeiras, barulho, acessos condicionados, falta de estacionamento e sucessivos problemas numa das principais zonas da vila.

Ao mesmo tempo, é evidente para quem acompanha o processo que o vereador já não consegue assumir o controlo da situação, aparentando estar completamente dependente das orientações do engenheiro da Câmara.

E é precisamente aí que surgem ainda mais dúvidas. Afinal, qual é realmente o papel do engenheiro? Age como técnico municipal ao serviço do interesse público, como presidente do clube, ou como alguém demasiado próximo do empreiteiro? Porque, sinceramente, há momentos em que já ninguém consegue perceber que “capa” veste.

Também a postura do empreiteiro tem sido motivo de revolta entre moradores e comerciantes. A arrogância, a falta de educação e a forma como muitas vezes trata as pessoas só vieram aumentar o clima de tensão e indignação vivido na Rua dos Dragoeiros. O mais grave é que o vereador nunca demonstrou capacidade ou vontade para intervir perante estas atitudes, acabando por transmitir a ideia de que compactua e aceita este tipo de comportamentos.

Perante tudo isto, resta pedir ao Senhor Presidente Jorge Santos que tome finalmente as rédeas desta obra, imponha ordem, fiscalização e respeito pela população. Sendo também morador da Rua dos Dragoeiros, conhece bem a realidade e os transtornos que estão a ser vividos diariamente. Está na altura de agir e devolver alguma normalidade, porque a Rua dos Dragoeiros e a própria Ribeira Brava já não aguentam mais erros, improvisos e falta de liderança.

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