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Ambiente? Não. Isto é abandono.

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AL e a "resortificação" do Funchal geram mais lixo para o mesmo equipamento da CMF

E

m poucos meses, Paula Jardim conseguiu aquilo que parecia improvável: transformar a imagem ambiental do Funchal num desfile de contentores a transbordar, lixo acumulado e sensação crescente de desorganização urbana.

E a pergunta começa a impor-se naturalmente: estava realmente preparada para o cargo?

O currículo pode impressionar em papel, mas governar uma cidade exige mais do que cargos acumulados em organismos públicos. Exige capacidade de execução, liderança no terreno, energia e visão prática.

E até agora, os resultados são difíceis de encontrar no meio dos sacos do lixo espalhados pelas ruas.

A verdade é incómoda, o Funchal parece hoje mais sujo, mais descuidado e mais desorientado nas áreas sob tutela da vereadora do Ambiente.

Talvez o problema seja precisamente esse — uma formação em agricultura e demasiado distante da realidade operacional de uma cidade moderna, exigente e turística. Porque gerir resíduos urbanos não é apenas falar de sustentabilidade em eventos institucionais. É garantir que a cidade funciona todos os dias.

E não funciona.

Falta dinamismo. Falta capacidade de resposta. Falta empatia genuína perante o incómodo diário da população. Os funchalenses não querem discursos ecológicos enquanto passam ao lado de contentores saturados.

Querem competência, e empenho.

Talvez tenha chegado o momento de Paula Jardim reconhecer que este cargo exige outro perfil, alguém mais jovem, com formação mais ajustada, mais energia e maior capacidade de acompanhar o ritmo e exigência da cidade.

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