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| AL e a "resortificação" do Funchal geram mais lixo para o mesmo equipamento da CMF |
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E a pergunta começa a impor-se naturalmente: estava realmente preparada para o cargo?
O currículo pode impressionar em papel, mas governar uma cidade exige mais do que cargos acumulados em organismos públicos. Exige capacidade de execução, liderança no terreno, energia e visão prática.
E até agora, os resultados são difíceis de encontrar no meio dos sacos do lixo espalhados pelas ruas.
A verdade é incómoda, o Funchal parece hoje mais sujo, mais descuidado e mais desorientado nas áreas sob tutela da vereadora do Ambiente.
Talvez o problema seja precisamente esse — uma formação em agricultura e demasiado distante da realidade operacional de uma cidade moderna, exigente e turística. Porque gerir resíduos urbanos não é apenas falar de sustentabilidade em eventos institucionais. É garantir que a cidade funciona todos os dias.
E não funciona.
Falta dinamismo. Falta capacidade de resposta. Falta empatia genuína perante o incómodo diário da população. Os funchalenses não querem discursos ecológicos enquanto passam ao lado de contentores saturados.
Querem competência, e empenho.
Talvez tenha chegado o momento de Paula Jardim reconhecer que este cargo exige outro perfil, alguém mais jovem, com formação mais ajustada, mais energia e maior capacidade de acompanhar o ritmo e exigência da cidade.
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