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Das jaulas instaladas nos mares da Madeira ao Centro de Maricultura da Calheta

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Parte 1

O

 espaço não chega assim vou resumir o texto a um enorme e merecido elogio que as várias Secretarias tutelaram o setor mas, na verdade esta última (Dr Nuno Maciel e respetiva Diretora Regional) merecem o destaque pela ESCOLHA DA LIDERANÇA EXISTENTE no CMC. Mesmo com os obstáculos logísticos, custos elevados e a necessidade de formar recursos humanos especializados numa área ainda pouco desenvolvida na região. Foi, precisamente para responder a estas dificuldades que o CMC assumiu um papel central.

Em terra, num ambiente controlado, tornou-se possível dominar as fases mais sensíveis do ciclo de vida das espécies, reprodução, larvicultura e crescimento juvenil, reduzindo riscos e aumentando a eficiência da produção. A investigação aplicada permitiu melhorar a alimentação, reforçar a sanidade animal e otimizar as condições de cultivo, criando uma base sólida para o crescimento do setor. Hoje, a aquacultura na Madeira representa um exemplo de adaptação a um ambiente exigente, onde os desafios iniciais deram lugar a um sistema mais robusto, sustentável e tecnologicamente evoluído.

Das dificuldades enfrentadas nas primeiras jaulas no mar até à consolidação do Centro de Maricultura da Calheta como polo de conhecimento e produção, o percurso reflete uma trajetória de resiliência, inovação e compromisso com o futuro da economia azul na região. A produção de microalgas constitui outro pilar essencial desta atividade, sendo fundamental para garantir a qualidade e o sucesso das fases iniciais do cultivo. Em sistemas controlados, são monitorizados parâmetros como a densidade celular, a taxa de crescimento e o valor nutricional, refletindo uma abordagem baseada na ciência e na inovação, com impacto direto na sustentabilidade da maricultura.

No âmbito do programa Madere Intime – Erasmus 2026, os participantes tiveram a oportunidade de vivenciar de perto o trabalho desenvolvido no centro, acompanhando a reprodução de ouriços-do-mar, realizando tarefas de limpeza e manutenção dos tanques e participando nas rotinas diárias de monitorização, alimentação e análise da água.

Observaram ainda diferentes espécies e asseguraram o seu bem-estar, respeitando regimes alimentares específicos, como o mero, alimentado com alimento fresco em dias alternados; os pargos, com ração diária complementada; e as douradas, alimentadas exclusivamente com ração. Esta experiência revelou-se enriquecedora, reforçando a ligação entre o conhecimento científico, a sustentabilidade e a valorização do ambiente marinho.

Desta forma, o CMC afirma-se como um verdadeiro símbolo do compromisso da Madeira com o mar, representando um investimento da Secretaria Regional da Agricultura e Pescas, bem como da sua Direção Regional, na aposta numa LIDERANÇA QUALIFICADA e na respetiva equipa, cuja competência, dedicação e visão estratégica têm sido determinante.

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