A pergunta só acontece pela forma como alguns jornalistas se "venderam".
E
Felizmente, a análise de Filipe Gonçalves é um diagnóstico cru da realidade mediática na Região. Como se não soubéssemos que são sempre os mesmos homologados a falar, fala-se da "sugestão" de fontes. Relata-se que existe, com frequência, a tentativa de impor interlocutores específicos, como presidentes de institutos ou secretários regionais, em detrimento de quem realmente domina o conhecimento técnico.
É evidente que quem é despachado escreve para o Madeira Opina, vemos isso claramente. Silenciados não ficam e é assim que depois dos artigos de opinião às toneladas mas sem vontade de foco na realidade da Madeira se ridicularizam.
A figura do "assessor-segurança" é denunciada, a presença física de assessores que "insistem em permanecer" durante as entrevistas, funcionando como uma sombra vigilante sobre o que é dito e uma parte da censura nesta ditadura camuflada da Madeira.
Acho interessante que texto admite que, na Madeira, os poderes económico e político estão "fortemente interligados", o que torna a separação de águas quase impossível e transforma o jornalismo, muitas vezes, numa "extensão da agenda política". É a promiscuidade clara de poderes.
Tiro o chapéu!
A questão do MediaRAM (Programa de Apoios à Comunicação Social Privada) é central. Embora o dirigente sindical defenda que não serve para "comprar notícias", reconhece que a publicidade institucional é vital para a sobrevivência financeira dos órgãos locais. Num mercado pequeno como o madeirense, onde o Governo é o principal anunciante, a "vigilância permanente" referida no título torna-se um exercício de equilíbrio precário entre a sobrevivência económica e a integridade editorial.
Esta peça acaba por ser um exercício de transparência necessário numa comunicação social tantas vezes acusada de ser dócil. Filipe Gonçalves não tem medo de apontar o dedo à precariedade e ao controlo de agenda que asfixia as redações. Pela clareza de princípios e pela coragem em dar nome aos bois num meio tão pequeno, este jornalista é exemplo para ser Presidente do Sindicato, valha-nos isso!
Eu vi a plataforma do Madeira Opina dirigir em tempos convites aos jornalistas "silenciados" a desempenhar a sua função noutra plataforma, evidentemente que sugeria o anonimato do que pensam e veem mas não é publicado, porque a autocensura e censura existe na Madeira. Não sei se a plataforma teve sucesso nem o que significa esse silencio posterior, mas hoje é um pelo diga para repetir o convite.
Quem faz a vigilância permanente da Liberdade de Imprensa? Julgo que atropeladas as proteções legais aos jornalistas só a Opinião Pública, portanto, podemos ajudar o jornalismo, todos nós, se os jornalistas quiserem ser ajudados, porque falar bonito todos sabem. Se calhar, todos nós precisamos dessa prova... mesmo contando comos "traidores" da profissão, os quais, este Presidente do Sindicato já os sentiu na pele, quando os defendeu e eles preferiram os carrascos... os "assessores-segurança".
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