Quem chega primeiro? Os ucranianos ou os seus?
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O ucranianos estão a inverter o medo e o sentido da guerra, estão a ganhar mais terreno do que a Rússia conquista, a sua tropa cada vez mais robótica, de pleno uso da Inteligência Artificial, já produzem ataques sem intervenção humana, criam a solução e geram missões de sucesso.
Os relatórios de serviços de inteligência europeus e investigações jornalísticas independentes, conhecidas há algumas horas atrás, indicam um agravamento significativo do estado de isolamento e paranoia de Putin. O líder russo intensificou drasticamente as suas medidas de segurança pessoal devido ao receio de um golpe de Estado orquestrado pela elite política russa ou de um assassinato através de drones. Na minha opinião, deve-se mais ao número de altas patentes abatidas, porque os ucranianos têm colaboracionistas russos a vigiar.
Putin passa agora semanas consecutivas em bunkers fortificados, nomeadamente na região de Krasnodar Krai, limitando severamente os locais que visita. Enquanto permanece escondido, o seu serviço de imprensa divulga vídeos pré-gravados para manter a aparência de uma agenda pública normal.
Putin deixou de frequentar as suas residências habituais em Valdai ou na região de Moscovo, e não realizou visitas a instalações militares em 2026, algo que era rotineiro no ano anterior como demonstração de pujança na guerra, desculpem, operação especial.
Os funcionários que trabalham em proximidade direta com Putin, incluindo cozinheiros, fotógrafos e seguranças, estão proibidos de utilizar telemóveis com acesso à internet e de usar transportes públicos. Foram instalados sistemas de videovigilância nas casas dos funcionários do seu círculo íntimo para garantir que não existem fugas de informação ou conspirações. Os visitantes da administração presidencial são agora submetidos a dois níveis de triagem e buscas por parte do Serviço Federal de Proteção (FSO), que utiliza inclusive unidades caninas dentro do Kremlin.
Os ucranianos trouxeram a guerra à Rússia e o desassossego a Putin. Há medos específicos e tensões internas e uma paranoia com os drones, é que eles agora não são comandados à distância, os enxames traçam estratégias para obter sucesso através da Inteligência Artificial.
O FSO posicionou oficiais ao longo do rio Moskva especificamente para responder a possíveis ataques de drones. Volto a dizer, é o "choque" das operações de drones ucranianos bem-sucedidas que está alimentando este medo.
Mais do que ataques externos, Putin teme uma traição interna, é que altas patentes estão a ser abatidas, são os ucranianos ou colaboracionistas? A detenção de figuras próximas de aliados como Sergei Shoigu é vista como um sinal da quebra de garantias de segurança entre as elites.
Mas se a Rússia está a ver as suas refinarias destruídas, a população começa a ter a sensação de guerra a chegar à porta com apagões de Internet e electricidade em Moscovo, há grandes interrupções nos serviços de internet na capital russa justificadas por testes e operações do FSO para "blindar" as comunicações e impedir a coordenação de eventuais revoltas ou ataques. Eu diria que tanto provocaram com ataques cibernéticos que a resposta está a chegar a "casa".
Putin está com 73 anos e tornou-se profundamente desconfiado do seu próprio aparelho de estado, optando por um isolamento físico e tecnológico quase total para garantir a sua sobrevivência.
Estes são os sinais mais fortes de que a guerra está-se a inverter. Não se admirem que a "carne para canhão" traga uma rebelião na frente de batalha. Por vezes, os ucranianos são mais amigos dos soldados russos do que as altas patentes que mandam apontar armas aos seus soldados para enfrentar os ucranianos, quer dizer, as suas máquinas autónomas.
Os ucranianos deveriam inspirar os madeirenses... no bom sentido.
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