U
m futuro mais sustentável para a Madeira exige uma mudança profunda no modelo de desenvolvimento, privilegiando o conhecimento científico, a valorização do património natural e património histórico edificado (as quintas e seus jardins) sobre os interesses económicos imediatos de pequenos grupos que comandam o Governo Regional.
A visão de um desenvolvimento alternativo foca-se na ciência e na preservação ambiental como motores económicos, em vez de infraestruturas de alto custo e baixo retorno social. Foi assim que espatifamos uma oportunidade que se dizia Plano de Recuperação e Resiliência.
O investimento público deve priorizar a investigação científica em vez de ceder aos interesses dos "lobbies" do golfe. Raimundo Quintal, ao propor o desenvolvimento de polos científicos, como transformar o Parque Temático num segundo polo do Jardim Botânico da Madeira, focado na flora das regiões temperadas (América do Norte, Europa e Ásia) deu o mote, se acaso há falta de ideias. Pessoalmente, acho que têm outros planos pessoalmente mais atrativos para o dinheiro público. Atrevo-me a dizer que para um pouco inclinado ao labor e amante do ócio, o Jardim das Rosas foi mais uma manobra de marketing. Quem conhece o Presidente, ele nunca cuidaria de rosas ou plantas, mas tem a teoria tem-na toda. Curiosamente, o homem que acusou de estar no sofá e que lhe queria o lugar, sim tem vocação.
Temos visto estudos manhosos, como já vimos Estudos de Impacte Ambiental, mas cada vez mais se exige uma análise rigorosa do custo-benefício dos investimentos públicos. Por exemplo, comparar as receitas e despesas de jardins públicos e privados (Jardim Botânico, Monte Palace, Palheiro Ferreiro) com os campos de golfe da região (Palheiro Ferreiro, Santo da Serra, Porto Santo), é mortal, mas não peçam estudos... eles inventam um.
É curioso, os pilares da mudança apontados por Raimundo Quintal, para atingir este patamar, envolve a Universidade da Madeira e o Governo Regional em projetos que promovam a sustentabilidade real e o estudo da biodiversidade. Caro professor, as duas instituições precisam primeiro de uma boa limpeza, se quer lideranças qualificadas
Aposto que as apostas estratégicas de Raimundo Quintal fizeram os medíocres fugir ou explodir como bruxas e possuídos com os tradicionais ritos de exorcismo. Direcionar fundos para áreas que atraiam turismo de qualidade baseado na natureza e no conhecimento, gerando receitas que revertam diretamente para as comunidades locais (como Santana). Ui! Que dor! Como há muitos luso-descendentes nesta aparelho eu diria "ni muerto"!
Agrada-me ver que vai havendo consonância, Raimundo Quintal sugere afastar a tomada de decisão política da influência desmedida de grupos económicos (oligarcas), garantindo que o investimento público serve o interesse da maioria e a preservação do ecossistema único da ilha. Doloroso. Ainda bem que o disse calmamente sem o fervor maritimista.
Este caminho, defendido por especialistas como Raimundo Quintal, sugere que a verdadeira autonomia da Madeira passa pela sustentabilidade e pelo respeito pelos seus recursos naturais. Bem vindo Raimundo à congregação desta malta cansada de dizer o mesmo, pode liderar que acompanhamos!
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