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Resposta ao texto "Turismo rasca, lucro fino".

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Parece que há um indivíduo (M/F) a tentar branquear o turismo massivo a todo custo. Da maneira como se alcança o PIB e as "virtudes" do Turismo Massificado só escraviza a população, retira poder de compra e as massas, a população, nada lucra porque ninguém paga mais nos vencimentos e está tudo a encarecer. Quero responder. Vão até ao fim e vejam o quadro.

A

 farsa de quem usa a retórica da "liberdade" e da "dignidade" para branquear a extração desenfreada de recursos e o sufoco da população local penso que não vai cair bem na maioria da população, mas naturalmente aos exploradores da Madeira e dos madeirenses.

O texto "Turismo rasca, lucro fino" tenta transformar o turismo de massa num ato de "autonomia" e "liberdade". É uma inversão perversa. Chama-se "liberdade" ao direito de uma massa flutuante ocupar o espaço público, esgotar recursos naturais e inflacionar o custo de vida, enquanto se chama "ressentimento" à legítima defesa de quem vê a sua terra transformada num parque temático insustentável. A verdadeira liberdade não é a de quem "escolhe onde dormir", mas a de quem pode viver na sua própria terra sem ser expulso pelo preço da renda. Já perdemos tudo, não admito estas artimanhas. Esta terra precisa de ordem e justiça!

O autor usa os "salários curtos" como arma de arremesso para desviar a atenção do problema central. É a técnica de quem serve os oligarcas, não tenho dúvidas. Reconhece um problema real (a precariedade) para justificar a manutenção do sistema que a causa. Diz que o problema é o modelo económico, mas defende a componente mais predatória desse mesmo modelo. Se a economia regional vive de "vender cartão-postal", quem beneficia com o aumento do volume de "postais" vendidos não é o trabalhador, mas sim os grandes grupos de media e os conglomerados que controlam o fluxo.

Ao classificar a animosidade da população, real e justificada, como "ódio" ou "ressentimento", o texto tenta desumanizar e descredibilizar a opinião pública. É uma estratégia de pedagogia do medo e de engenharia de obediência. Mais medo? Estamos fartos.

O texto ridiculariza o residente que critica o turismo, chamando-o de "juiz da mobilidade alheia", quando, na verdade, o residente é a vítima de uma ocupação que ignora a capacidade de carga da ilha! E já agora, atura há anos um subsídio social de mobilidade para ricos que nunca serve o social!

Esta gente do regime tem sempre superioridade moral, não vivem o que provocam, por isso perto de eleições enlouquecem para conquistar o voto e não descer do pedestal. Acusa-se o povo de "confundir frustração com superioridade" para evitar que se discuta o essencial, o turismo rasca (aquele que não gera valor acrescentado mas consome infraestruturas públicas) é um sintoma da falta de planeamento estratégico de um governo que prefere o número à qualidade. Foi isso que Eduardo Jesus destruiu e com isso "droga" a ganância.

O texto finge atacar as "grandes máquinas do turismo" e os "monopólios da paisagem", mas fá-lo apenas para validar o turismo de massa como um "mal menor" ou uma "vítima". Na realidade, ambos se alimentam mutuamente. O sistema que "cobra a todos e devolve pouco" é o mesmo que permite que o território seja explorado até à exaustão. O madeirense está a ser excomungado do território de várias maneira e não pode sair daqui com os preços que provocam e os ordenados que zelam.

Rasca não é apenas o turista que não consome no comércio local, rasca é o intelectual de serviço que utiliza o vocabulário da justiça social para proteger um modelo de extração que trata a Madeira como um balcão de negócios. O "turismo rasca" e o "lucro fino" são as duas faces da mesma moeda, uma governação que transformou a autonomia numa opereta para oligarcas, onde a população é, de facto, figurante da própria ilha.

Mas, indo ao cerne da questão, quando é que Eduardo Jesus, pelo menos, vai embora? Desgraçou tudo. Antes do turismo massivo convivíamos todos bem, é pensar o que mudou! Fiquem com esta tabela em milhões e vejam a comparação entre países, cidades e um grande país. Pensem nos territórios de cada um.

O Rácio da Madeira: com 8 turistas por habitante, a Madeira apresenta uma das maiores pressões demográficas turísticas da lista. Para o Brasil ter a mesma pressão, teria de receber cerca de 1,6 mil milhões de turistas por ano (o que é impossível).


Para termos uma perspetiva real da escala, é fascinante (e preocupante) notar que a Região Autónoma da Madeira, com apenas 801km2 e cerca de 250 mil habitantes, recebe anualmente um volume de turistas estrangeiros equivalente ao de nações inteiras com dimensões territoriais e populacionais vastamente superiores. Com base na estimativa de 2 milhões de turistas, aqui estão os países (Estados soberanos) que apresentam fluxos anuais semelhantes:


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