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Enquanto por cá se faziam anúncios pomposos, conferências de imprensa e promessas de última hora, e o anúncio ridículo da viagem do chefe de gabinete do Miguel Albuquerque na próxima segunda feira (com o aeroporto fechado) Carlos Fernandes apanhou o avião para Lisboa e reuniu com o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas para pressionar o Governo a agir perante a tragédia que vive a Venezuela e a situação dos portugueses e luso-venezuelanos.
Conseguiu resolver tudo? Ninguém sabe. Mas, pelo menos, foi bater à porta de quem pode decidir, isso vale mais do que mil fotografias, comunicados cheios de palavras bonitas e discursos preparados para as redes sociais, aliás alguns devem ester com azia de ver o pequeno mira nos estúdios e em direto nas televisões nacionais de Lisboa.
Há quem anuncie missões, há quem anuncie comitivas, há quem anuncie tudo e mais alguma coisa. Depois chega a realidade e percebe-se que anunciar é fácil, mas fazer é outra conversa.
Nesta crise, esperava-se mais de quem governa há tantos anos. Esperava-se mais do Presidente do Governo Regional. Esperava-se mais do seu gabinete. Esperava-se mais da Direção Regional das Comunidades. Num momento em que milhares de madeirenses e lusodescendentes vivem horas de enorme angústia, o silêncio e a ausência não são propriamente um plano de ação.
Criticar quando é preciso faz parte da democracia. Mas reconhecer quando alguém faz o que devia fazer também. E, desta vez, Carlos Fernandes esteve onde tinha de estar, junto de quem pode ajudar os nossos emigrantes e com sorte fica por Lisboa ou volta para a Venezuela e deixamos de ouvir o seu portunhol. Mas o resto dos seus amigos do PPD ficaram pelas manchetes e pelos anúncios.
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