Type Here to Get Search Results !
A sintonizar estações...

Insufláveis parlamentares

Moderação 0


Insufláveis parlamentares

Q

ualquer dia os chineses inventam insufláveis parlamentares, sobretudo para a Madeira, porque como o efeito é sempre nulo, a presença física ou de boneco dá na mesma. Não temos só governantes insuflados com a parelha Jesus e Albuquerque, eu diria que o primeiro é inchado e o segundo insuflado, mas os deputados não inchados são insufláveis, porque cumprem a função mas o PSD consegue sempre reduzir a democracia, o debate e a legislação a eficiência zero na oposição.

Agora, há deputados que sabendo disto honram o vencimento na oposição, no PSD a tarefa é facilitada, até um insuflável por encher ganha por maioria com uma unha. A ilustração do meu texto foi escolhida por isso, como uma "unha negra" faz a diferença para derrubar o trabalho parlamentar de fiscalizar e propor melhor. Não conheço a personagem insuflada, até porque não lhe vi as unhas neste momento para distinguir em que partido está, no entanto, o episódio com o "Bola de Melim" mostra que nesta maioria até dá para ofender que as dependências agacham a orelha na prática. Portanto, para manter qualquer insuflável cheiinho é importante o poder a qualquer custo, nada de honra, nada de coluna, nada de valores, antes um insuflável que até se molda se o apertarmos, até ficam moluscos.

A degradação do tecido social avança ao ritmo frenético das obras que servem para inglês ver. Enquanto os cartazes e os "jornais" governamentais propagandeiam uma Madeira utópica e de vanguarda, as listas de espera para a habitação social acumulam poeira e desespero, empurrando a juventude e a classe trabalhadora para fora da sua própria terra ou para a submissão de rendas incomportáveis. Eu escreveria o mesmo da Saúde. A Autonomia, outrora sonhada como um instrumento de emancipação e de justiça distributiva para o povo das vilas e das serras, foi sequestrada por uma corte de burocratas que confunde o progresso de uma região com o saldo bancário de meia dúzia de concessionários.

Esta política de subalternização do cidadão perante o capital da oligarquia cria uma insularidade a duas velocidades, a dos que flutuam em iates, negócios e condomínios de luxo isentos de impostos, e a dos que naufragam num quotidiano de salários mínimos e pensões de miséria. Ao governar de costas voltadas para o mar de dificuldades que asfixia as famílias madeirenses, o Executivo de Albuquerque assina a certidão de óbito da coesão territorial. Não há estatística oficial ou crescimento económico inflacionado que consiga disfarçar a maior das verdades, uma terra que não consegue fixar os seus filhos nem garantir dignidade aos seus velhos é uma terra onde a governação falhou o seu compromisso mais sagrado.

Como sabem, as últimas Eleições Regionais na Madeira produziram um resultado eleitoral  que distribuíram os 47 lugares para deputados no nosso Parlamento com 23 para o PSD, 1 para o CDS e outros 23 deputados para a restante oposição. Apesar das palavras hipócritas para ganhar votos durante a campanha, o CDS optou por continuar o apoio ao PSD. Assim se perfez a maioria absoluta. As "bicaradas" do Bola de Melim contra o "único lugar no Parlamento" deu só arrufos. O PSD sabe que o CDS é interesseiro e precisa de tachinhos para a prole mal acostumada, o CDS como é costume finge porque é verdade, mas se o CDS fosse inconstante dava-se mais ao respeito.

É tempo do CDS se deixar de fitas e, com uma população a empobrecer, se dedicar a olhar mais além do umbigo e a votar ao lado das boas propostas da oposição. Se continuam assim, não haverá hipocrisia que seguro o último deputado. Ohhhh! O CDS sabe compor maiorias, ganhar os seus lugares mas não sabe defender os madeirenses que não têm o umbigo do CDS.

Enviar um comentário

0 Comentários
* Sujeito a moderação. Seja cordial, educado e não faça spam.