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Madeirenses, consumidores de propaganda.

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A falta de vontade é local!

Incentivo que as pessoas lúcidas continuem a escrever para o Madeira Opina. Das coisas mais interessantes que existe é ver hemerotecas, percebemos a quantidade de lixo informativo e sobretudo de jornalistas induzidos em erros pelas propagandas do poder. Anúncios a metro, notícias sem concretização, salamização de assuntos para preencher páginas e mentes.

A

s duas imagens que envio têm 9 anos, na altura foi uma esperança, hoje é um ridículo. A culpa é de Montenegro, Albuquerque colocou-lhe o bebé nas mãos. Agora que entramos em déficit é que não acredito mesmo. Depois os subsídio das passagens vai bater recordes e "Lisboa" vai se cortar por outras experiências, assim andamos nós, uns "jogados para o canto".

A utilização sistemática de espaço editorial para propaganda disfarçada de informação é um dos cancros mais persistentes do debate público regional. Olhar para publicações com quase uma década é confrontarmo-nos com um espelho desconfortável, uma máquina mediática e política desenhada não para esclarecer, mas para condicionar, encher papel e caçar o voto dos mais incautos. O que se vendia há nove ou dez anos como "progresso" ou "investimento crucial" revela-se hoje o que verdadeiramente sempre foi, fumaça paga com dinheiros públicos, cosmética eleitoralista e clientelismo puro.

Este processo, que se arrasta há bem mais de uma década, viciou as regras do jogo democrático. Até houve ferry só para um Verão em vésperas de Reginais. Sob o pretexto de "informar a população", despejaram-se verbas astronómicas em páginas e páginas de anúncios institucionais e conteúdos patrocinados de conveniência, cujo único propósito real era alimentar narrativas de poder e garantir a sobrevivência de feudos políticos. É uma propaganda interesseira que subestima a inteligência do cidadão, tratando o eleitorado como uma massa moldável através da repetição exaustiva de promessas vazias e inaugurações de fachada.

Ao analisarmos o impacto a longo prazo desta saturação propagandística, percebe-se que o verdadeiro legado não foram as obras ou os mundos perfeitos pintados nos jornais, mas sim a erosão do espírito crítico e o endividamento, financeiro e democrático, da própria sociedade. O arquivamento ou a remoção física destas publicações antigas não apaga a memória de um sistema que se habituou a instrumentalizar a imprensa escrita para perpetuar o status quo, deixando claro que a vigilância sobre o uso do espaço público e mediático deve ser implacável.

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