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Os fenómenos da venda da Madeira a estrangeiros

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s maiores sanguessugas da economia, as imobiliárias, que sem produto em stock e muito menos qualquer investimento produtivo andam a anunciar a venda da Madeira a estrangeiros, basta-lhes publicar na internet. No entanto, uma nova classe de especuladores imobiliários com poder de compra tornam-se os sanguessugas por cima dos sanguessugas. A Madeira assiste a arrastões de colaboradores de imobiliárias a pé, com carrinha de apoio, a largar panfletos e cartões de visita ou a enfiar tudo pelas frestas das portas ou passagens obrigatórias de proprietários. A conversa é de que têm um cliente interessado no bem. Como esta conversa é standard, quase nunca é verdade, mas a perspetiva de venda, face à procura que existe, acaba por se concretizar. É uma maneira de, por arrastão, arranjar stock para a folia da venda total da Madeira, sobretudo para poder anunciar com papel assinado e efetivar a completa descaracterização e a gentrificação da Madeira.

Acho piada ver como alguns dizem que eles até gostam das tradições da Madeira, quando as referências vão acabar com a substituição do madeirense. O Governo Regional está a matar tudo o que é singular na Madeira; o Governo Regional é um genocida da cultura e do povo da Madeira; o Governo Regional está a "assassinar" a capacidade de se regenerar neste inverno demográfico.

Não suficiente, a especulação aumenta ainda mais com táticas vindas do estrangeiro — as mesmas que implodiram o sul de Espanha e Chipre — onde, de tablet na mão, propõem um preço mais favorável a quem vende: simplesmente aumentam em até 50% o valor estabelecido online. Acontece porque a Madeira ou tem, de facto, interesse para quem ganha outros ordenados no estrangeiro, ou porque a Madeira se está a tornar um covil de malfeitores, marginais e foragidos atraídos pela impunidade clara, já famosa no estrangeiro (Europa, Rússia, China e EUA). A Madeira é vista como uma terra sem lei, onde os governantes gozam da Justiça e perduram no poder, de forma "natural" ou entregue por eleições, sem qualquer problema.

A Madeira é um resort. A Madeira atrai mediocridade instagramável e a Madeira atrai todo o tipo de foragidos por crimes financeiros, de sangue e oligarquias. Não estou a delirar, não estou a falar de cor, por isso mesmo escrevo. Não temos somente o sonho de ter habitação do Dubai e vender por milhões; também sonhamos e estamos a ser o covil para onde se foge, com malfeitores a passarem omissos, metidos por entre madeirenses que vão escasseando, à medida que a substituição natural não acontece e a emigração de famílias completas consuma filhos a chamar os pais. Filhos de "P" grande têm vários temores, sobretudo da Saúde que temos perante a idade, a Saúde javarda da privada, para a qual devem abrir os olhos porque tentam de tudo para extorquir... existe especialmente uma em São Martinho...

É verdade que há alguns casos de madeirenses emigrados que ganham fortunas em países sem os vencimentos de miséria que o Governo Regional insiste em dar aos madeirenses (para tê-los amarrados e controlados) e também alimentam a especulação imobiliária em duplicado, mas é residual. Depois revendem, participando na orgia da especulação imobiliária. Acaba-se por descobrir que os seus conhecimentos no estrangeiro lhes pedem esse apoio.

A Madeira já não tem alguém com amor por ela, e burro é aquele que ainda anda com os orgulhos bacocos, incutidos pelo poder para, através deles, manobrar as mentes mais fracas.

A Madeira é ilha de malfeitores, não de flores. Uma festa e um cortejo teriam mais sucesso do que a miséria da flor; os primeiros fluem cada vez mais. A Madeira tornou-se o novo covil de malfeitores da Europa. Não é inocente a investida na alteração da Constituição, sendo só a soberania intocável; a Madeira quer Lei própria para este negócio de covil, para além do político-administrativo, para se blindar. Acham que chegamos ao exagero completo? Enganam-se redondamente, isto vai ficar muito pior. Isto será a ilha das máfias e lembro que pelo CINM já passou branqueamento de capitais das máfias italianas e venda de armas. Acabou-se a pérola do Atlântico, uma dúzia dos nossos estão a destruí-la por ganância.

Na Madeira há perda de identidade, há crise habitacional sofrida pelos locais, há pobreza e não há transparência política. Os eleitos servem as suas máfias.

Nota: estamos assim porque na Madeira tudo chega ao exagero, não há meias medidas e conciliação. A economia da Madeira está a funcionar para estrangeiros e não para madeirenses, nós já não somos a bitola. Vai haver mais estradas das Ginjas e estas serão pavimentadas, escrevam, devido à folia das vendas imobiliárias e construção.

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