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Um partido encalacrado

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 império do ego de Célia Pessegueiro está a afundar o partido. O silêncio e o ficar de braços cruzados já não são opção. O estado de destruição e de sufoco a que o PS Madeira está a ser levado pela Pessegueiro é uma vergonha. Aquilo que nos vendeu como esperança foi uma mentira. No fundo, era só para esconder um autoritarismo que destrói as bases do partido na nossa região. O PSM virou um território sem lei, onde as regras e o respeito pelos militantes foram trocados pelas ordens cegas da presidente.

Com aquela pose de quem não parte um prato, que só serve para disfarçar uma teimosia implacável que não aceita que ninguém discorde dela. Quem não alinha com ela é afastado e quem diz sim a tudo tem direito a piar. E o pior é que este sufoco não vem de agora, começou logo nos primeiros meses em que esta senhora subiu à presidência. Mal se apanhou sentada na cadeira do poder, a promessa de união morreu.

Viu-se ao que vinha nos primeiros meses de mandato. Em vez de juntar as pessoas, começou a fechar as portas da sede e a isolar a direção dos militantes que andam na rua a dar a cara pelo partido. O que devia ter sido um recomeço foi o início de uma asfixia combinada por ela. Nas sedes e no terreno, aquela conversa bonita da inclusão caiu por terra. Foi uma manobra para fazer uma limpeza geral no partido e correr com quem lhe fizesse sombra. Os militantes antigos, os experientes, os autarcas que trabalham no duro e quem perde o seu tempo a levantar o partido na rua foram silenciados da ação política.

Em vez deles, a Pessegueiro preferiu rodear-se de um grupinho que só sabe lamber as botas e defender tudo o que a patroa faz. Esta troca de quem tem mérito por tachismo barato e por cunhas é uma facada na história do partido e o empurrão final para o desastre nas próximas eleições. Ela está a arrastar o partido para o fundo do poço.

As consequências desta liderança armada em orgulhosa estão à vista de toda a gente. Os órgãos do partido já não mandam nada, foram esvaziados e agora só servem para dizer "sim, senhora doutora" a tudo o que ela manda. As reuniões da direção regional viraram palcos exclusivos para a vaidade e para o ego gigante da Pessegueiro e dos seus amigos, onde tudo gira em torno da adoração à sua liderança e das guerras de poder para ela segurar o poleiro.

Ali, quem não concorde com as escolhas dela é posto de lado e corrido a pontapé. A presidente governa de costas voltadas para as bases, ignora as secções locais, despreza os militantes e fecha-se num grupinho que só serve os interesses dela. O PSM não pode continuar refém do ego de uma líder que goza com o nosso passado e afasta as pessoas com esta mania de mandar em tudo. Cada dia com a Pessegueiro na frente é um passo atrás.

O partido está a destruir-se por causa de uma liderança que prefere reinar em cima de cinzas do que ter uma estrutura forte e democrática. É preciso parar esta brincadeira de vez, o PSM é dos militantes não é a empresa privada de ninguém.

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