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A sintonizar estações...

Abram a Madeira à concorrência e deixem-se de fingimentos.

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  • https://www.jm-madeira.pt/not%C3%ADcias/regi-o/30002091/psd-quer-acabar-com-discriminacao-dos-madeirenses-no-comercio-online.html

O

 teu partido que nacionalize os Correios e abra portas à concorrência na Madeira para baixar os preços, evita de seres um papagaio. Discriminação é o que se passa nesta terra se não fores do PSD, o partido governa só para a casta.

Ver os deputados do PSD-Madeira a posarem para a foto, de semblante grave e discurso inflamado, a exigir o "fim da discriminação dos madeirenses no comércio online", seria um ato nobre... não fosse a encenação ser protagonizada por quem construiu, as condições para este estrangulamento. A conversa é sempre a mesma, "não podemos ter cidadãos de segunda", "é preciso acabar com o bloqueio geográfico". Há sempre inimigos externos e culpa nos outros

De quem foi a mão política que privatizou a 100% o serviço postal nacional, entregando os CTT ao capital privado e aos fundos de investimento? Foi precisamente a área política do PSD. Privatizou-se um serviço público essencial, transformando o transporte de correio e mercadorias num negócio focado unicamente na distribuição de dividendos a acionistas. Os fornecedores têm o direito de não perder dinheiro!

Quando os CTT eram 100% públicos, a coesão territorial e o serviço às regiões insulares tinham de ser assegurados por imperativo constitucional. Hoje, com balcões fechados por toda a ilha, postos de correio desmantelados, atrasos crónicos na entrega de encomendas e tabelas de portes exorbitantes para as ilhas, não se respeita os serviços pagos para vir tudo no barco do Sousa, e agora o PSD vem fazer comunicados de imprensa indignados. Indignados com quem? Com as consequências das suas próprias escolhas políticas! Quando é que o PSD cai em cima dos CTT com sanções, fiscalização a sério e exigência de cumprimento do serviço público, em vez de atirar palavras para o ar?

O comércio eletrónico livre e sem custos acrescidos de insularidade é um pesadelo para certo empresariado protegido da Região. Durante décadas, alimentou-se um modelo de mercado fechado onde meias dúzias de oligarcas e representantes de marcas na ilha praticam margens de lucro sufocantes porque sabem que o consumidor madeirense está "preso".

Garantir que um madeirense possa comprar uma peça de roupa, um eletrodoméstico, um equipamento que não existe na Madeira ou um livro na internet ao mesmo preço que alguém em Lisboa e com a mesma facilidade de entrega é abrir o mercado à concorrência real. Mas o sistema político regional sempre preferiu proteger as margens dos "amigos do regime" do que a carteira do consumidor insular. O choradinho sobre o comércio online é o teatro anual, faz-se a conferência de imprensa na Assembleia, envia-se uma proposta de resolução para Lisboa que acaba numa gaveta, e o status quo das elites económicas locais permanece intocável.

A culpa é de quem privatizou os CTT e que recebe ordens do monopolista dos portos e da logística.

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