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Albuquerque mandou cortar nos exames e o Ministro da Educação cortou.

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A

quela malapata do desbocado do Albuquerque atacou de novo, é a Profecia do Desbocado, quando Albuquerque fala, a Madeira apanha. Há talentos que nascem com as pessoas, neste caso, o dom de falar e ver o carma a morder-lhe os calcanhares à velocidade da luz acontece sempre que sai verborreia do queixo desengonçado.

Toda a gente se lembra do famigerado episódio dos incêndios. O homem estava tão "controlado", na sua imensa autoconfiança, que o Funchal quase ardia por completo. Daí para cá são muitos tiros e muitos melros, e aconteceu de novo!

Na sua infinita sabedoria macroeconómica e de gestão de recursos, Albuquerque mandou cortar nos exames médicos. Pelos vistos, a saúde na Madeira anda tão forte que fazer exames já é mero capricho burguês. Mas o carma, esse malandro que não dorme, tem um sentido de humor apuradíssimo. E o Ministro da Educação, numa solidariedade institucional comovente (ou apenas inveja do superpoder de Albuquerque), pensou: - Olha, boa ideia! Também vou cortar nos exames!

E cortou. Mas cortou com tanta eficácia que os exames nacionais agora evaporaram-se! Desapareceram no éter. Não há meio de aparecerem para os professores corrigirem. É o verdadeiro "apagão" escolar. Albuquerque pediu cortes na saúde e o Ministério aplicou a receita na educação com um zelo que até assusta. Ele é provas em matérias com professores errados, ele é matérias misturadas a chegar aos professores, e ele é os exames que não aparecem, aparecem em parte e nunca mais aparece o resto. Tem sido um terror. O Ministro ainda tentou culpas nos outros, menos na empresa dos amigos, mas negócios do PSD são sempre com empresas amigas ou dos próprios.

Quanto à malapata de Albuquerque é infalível. Se Albuquerque amanhã disser que a Madeira está com excesso de água, preparem os baldes, porque entramos em seca extrema no minuto seguinte. Se disser que vai dar sol de alerta vermelho virá um dilúvio para uma semana de inoperacionalidade no aeroporto, mesmo que o meteorologista do bar tenha partido.

Senhor Presidente, por favor, faça um favor aos madeirenses, da próxima vez que pensar em abrir a boca para planear o que quer que seja, elogie a oposição, diga que o bife de atum está caro ou que o tempo na Madeira está cinzento. Pode ser que a sua bruxaria natural resolva as coisas ao contrário!

Agora, bom, bom, era anunciar alguma coisa para a pilinha e deixar os outros em paz.

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