Há dias fui autor de um texto que informava que Eduardo Jesus mandou dispersar o turismo e isso provocou a recuperação e invenção de novos trilhos a rasgar a Laurissilva como se fosse a Estrada das Ginjas. É evidente que não falei de cór e não concordava nem concordo.
Mas também Eduardo Jesus desqualificou os guias formados porque abriu a porta a qualquer um sem qualquer curso, e isso fez aparecer curiosos e abusadores a se armar em guias. Isto é mais uma adição ao problema.
Pelos vistos o MO é uma maneira eficiente de avisar as autoridades, porque o JM pegou no assunto. Mas parece que a denúncia vai mais além do esperado porque a notícia do JM diz que bilhetes de acesso a percursos pedestres classificados nas serras da Madeira estão a ser revendidos a turistas, por empresas privadas, por valores substancialmente inflacionados, atingindo os 60 euros por pessoa no trajeto completo Pico do Areeiro/Pico Ruivo (PR1), cujo custo oficial cobrado pelo Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) é de apenas 10,50 euros. De novo a ganância de madeirenses e de estrangeiros que já canibalizaram outros destinos e trazem as manhas todas.
Há dias negaram, mas como sempre fazem (é um instinto), tem os relatos de que estas empresas esgotam as capacidades disponíveis na plataforma oficial e revendem o acesso sob o pretexto de incluírem taxas administrativas e agendamento, contudo sem disponibilizar serviços de transporte, guia ou apoio ao retorno. É o mercado negro dos bilhetes para trilhos e levadas. Onde já vamos e o que fizeram à nossa ilha. Afinal é verdade o açambarcamento de títulos para o passeio, o que também negaram.
O IFCN declarou não ter conhecimento de situações concretas de revenda ou irregularidades nas suas fiscalizações de terreno, claro, "o corno é sempre o último a saber". O IFCN acha que lhe basta mencionar que constitui um crime de especulação, punível nos termos do Decreto-Lei n.º 28/84 com pena de prisão de 6 meses a 3 anos e multa para obter bem comportados.
Esta gente não estudou para trazer turismo massivo nem viu os problemas que traz. A Madeira será um terrapleno.
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