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O problema fulcral é que uma família madeirense enfrenta um custo de vida e de habitação exorbitante na ilha, impossível de suportar com os salários de miséria que são oferecidos. Pela total falta de fiscalização, assistimos ao fenómeno de 10 a 15 imigrantes a organizarem-se para partilhar a mesma casa; mesmo com rendas inflacionadas, a divisão das despesas faz com que o custo de vida saia barato a cada um deles, uma ginástica financeira que nenhuma família fixa da nossa terra consegue replicar.
Esta dinâmica está a ditar uma profunda transformação social da Região Autónoma. Os nossos jovens e os madeirenses em idade laboral, sem alternativas dignas, veem-se empurrados novamente para a emigração, expandindo as nossas comunidades na Europa e ameaçando um futuro onde haverá, outra vez, mais gente nossa lá fora do que na própria ilha natal. Que orgulho devem ter Miguel Albuquerque e Eduardo Jesus por esta "façanha" que descaracteriza a nossa terra.
O resultado está à vista de todos, os tradicionais passeios de domingo, outrora repletos de famílias locais no centro do Funchal, mostram uma realidade diferente, deixando claro que a baixa da cidade está a mudar de cor.
Quem foi inimigo foi o próprio madeirense.
O LIDL não interessa porque paga melhor?:
- https://as.com/actualidad/sociedad/lidl-acuerda-una-historica-subida-salarial-para-sus-empleados-este-es-el-sueldo-que-cobra-un-trabajador-del-supermercado-f202607-n/
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