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A sintonizar estações...

O Miguel que faz de oposição.

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A

inda há social democratas, com defeitos e virtudes, mas que ainda pensam em Pão, Paz, Povo e Liberdade, claro que sim, é a resposta Miguel. Tudo começou com o primeiro congresso no mandato do "atual", que já não deveria estar, Secretário do Turismo. Foi "patrocinado" um congresso e os amores nunca mais passaram, ganha o oligarca dos hotéis, ganha a comunicação social do oligarca e, o que não deveria estar, recebe páginas a metro de bajulação. Tudo comprado como nos prémios.

São instituições idóneas que dizem o que lhes pedirem com o alto patrocínio. Nunca mais deixaram de bajular. Miguel, sabes bem que há uma clientela "cubana" dos subsídios do GR, que sabem que basta bajular que levam dinheiro.

Temos 3 momentos à conta da entrevista, ela própria, o Carlos Pereira e o Miguel de Sousa.

Na entrevista Pedro Costa Ferreira (APAVT) disse que as alterações ao Subponto Social de Mobilidade trouxeram um "pecado capital" ao afastar as agências de viagens e os CTT do processo inicial de gestão dos reembolsos. Classifica a eliminação do teto máximo elegível de 400€ como um "retrocesso assinalável", argumentando que a ausência de teto inflaciona a procura e provoca um "aumento generalizado de preços" nas passagens aéreas. Nega categoricamente ter feito qualquer "ameaça" das agências deixarem de emitir bilhetes a residentes devido a atrasos nos reembolsos do Estado.

Depois temos Carlos Pereira (Deputado do PS), que acusa o presidente da APAVT de "faltar à verdade" e tentar reescrever os factos. Carlos Pereira revela que o próprio dirigente da APAVT lhe comunicou diretamente que, perante atrasos de 45 dias do Estado a reembolsar as agências, estas poderiam deixar de emitir bilhetes a residentes por sufoco financeiro/crédito concedido. Recordou que entre 2015 e 2024 os Açores funcionaram sem teto máximo de reembolso e a APAVT nunca contestou essa disparidade face à Madeira. O "deputado de Setúbal", que faz mais pela Madeira, desafiou a APAVT a apresentar dados concretos e dados comparáveis que provem que o fim do teto de 400€ foi a causa direta do aumento generalizado de preços.

A "Boca" de Miguel de Sousa (Redes Sociais): "Sec. Turismo pagou congresso APAVT para o frete de hoje no Diário ? Sec. Turismo não pode tutelar transportes aéreos. Trabalha para hotelaria e povo que se lixe". Pergunta pelo alinhamento da APAVT e do Diário de Notícias com os interesses do poder político executivo/turismo da região, e acusa a tutela de defender unicamente o setor hoteleiro e corporativo em detrimento dos residentes e utilizadores insulares. Social Democrata!

Na minha opinião, a APAVT adota uma postura alinhada com as companhias aéreas e a teoria de mercado livre sem travões, atribuindo a subida de tarifas à alteração das regras de subsidiação. Como é com o resto do mercado em outras áreas? E concorrência? Como diabo da cruz...

Carlos Pereira focou-se na responsabilidade social e nas assimetrias históricas, exõe a incoerência do setor comercial que só agora se queixa do modelo quando perdeu o monopólio da intermediação financeira do reembolso. Bumba, verdade! Quando os outros suportavam não andavam eriçados, mas este Estado é tão mau pagador...

O setor das agências de viagens sente-se marginalizado com a nova plataforma direta do Estado e tenta colar o problema da subida de preços ao novo regulamento para forçar o regresso ao modelo antigo (onde geriam a margem e a liquidez). Compreendo... mas o subsídio é em função da população e não para gerar liquidez nas companhias e agências!

A verdade é esta (reposição), a existência de um teto máximo elegível para reembolso nunca impediu as companhias de praticar preços altos. A diferença é que, com teto, o valor excedente saía diretamente do bolso do residente. Sem o teto, o custo do excesso passa para o Estado/Orçamento. As tarifas sobem principalmente devido ao monopólio/duopólio das rotas e à elevada procura turística, e não apenas pelo mecanismo de reembolso aos residentes. Não é verdade Pedro Costa Ferreira?

É factual que o atraso nos reembolsos do Estado cria estrangulamentos de liquidez às agências de viagens. O "alerta" é transmitido pelas agências (chamado de "ameaça" por uns e "aviso de gestão" por outros) é uma consequência real da ineficácia burocrática do Estado na liquidação dos valores devidos. A espera pelo dinheiro agora é doloroso, para o cliente não era? Afinal o que é social?

Miguel de Sousa tem razão? Sim!!! O social-democrata sintetiza de forma crua e direta três pontos fundamentais que o debate técnico/político que se tenta camuflar:

  • Conflito de interesses e tutela errada! A Secretaria do Turismo tem como foco primordial atrair visitantes e rentabilizar a hotelaria e a restauração. Dar-lhe a tutela dos transportes aéreos cria um viés estrutural, o interesse do residente (mobilidade barata e garantida como direito constitucional) fica em segundo plano em relação ao interesse dos hoteleiros e operadores turísticos. Em tudo o madeirense fica para último plano neste GR.
  • Financiamento público e proximidade editorial! Quando questiona o financiamento de congressos da APAVT pelo Governo Regional, Miguel de Sousa aponta para a existência de um lobby protegido, onde favores institucionais e notícias encomendadas dificultam a defesa isenta do cidadão comum. É VERDADE, eu tenho conhecimento, aliás já escrevi sobre isso no então Correia da Madeira.
  • O residente em segundo plano ("povo que se lixe")! Enquanto o executivo e as associações do setor discutem comissões, plataformas e modelos corporativos, o residente continua a ser o elo mais fraco da corrente, confrontado com tarifas altíssimas e entraves contínuos para exercer o seu direito básico à mobilidade territorial. O Social só tem enchido as algibeiras de alguns mas da do povo esvazia.

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