No fim do PRR
É
impressionante que um site tão importante não tenha os mínimos exigidos, principalmente a falta de acessibilidade. Parece um blog amador, de uma Casa do Povo qualquer. Numa terra de robôs, na linha da frente da tecnologia "política", um exemplo, ou falta dele.
Está a findar um tempo em que a Região dispôs de milhões de euros vindos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), fundos que deveriam servir precisamente para modernizar a transição digital e tornar as infraestruturas públicas mais resilientes. É inadmissível e incompreensível que a segurança e a acessibilidade digital dos cidadãos tenham sido votadas ao abandono. Falhar na modernização técnica e na acessibilidade do site da Proteção Civil Regional não é apenas um desleixo estético ou uma burocracia ignorada, é uma falha grave na segurança direta das pessoas.
O GR ficou com a gestão total do PRR e nem sabia o que fazer ao dinheiro, nasceram empresas como pipocas para o assalto e agora vão começar a ser apontados exemplos que contrastam com o despesismo, tipo campos de golfe.
Num território fustigado por incêndios, aluviões e alertas meteorológicos severos, onde cada segundo conta, o PRR tinha a obrigação de financiar uma plataforma digital de vanguarda, inclusiva e infalível. Em vez disso, o que temos é um remendo digital que deixa cidadãos com necessidades especiais ou em zonas de baixa cobertura completamente desprotegidos.
Perdeu-se a oportunidade de usar a bazuca europeia para criar resiliência real, falhando redondamente naquilo que devia ser a prioridade máxima de qualquer governo, proteger e informar a sua população sem deixar ninguém para trás. Lamentavelmente só entendem de propaganda.
- https://digital.gov.pt/pt/servicos-publicos-digitais/acessibilidade-usabilidade
- https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/83-2018-116734769
O presente decreto-lei aplica-se às seguintes entidades:
a) Estado;
b) Regiões Autónomas;
c) Autarquias locais;
d) Institutos públicos;
e) Entidades administrativas independentes;
f) Fundações públicas;
g) Associações públicas;
h) Entidades do setor público empresarial;
i) Organizações Não Governamentais que prestam serviços essenciais ao público ou que prestam serviços que visam especificamente responder às necessidades das pessoas com deficiência ou que lhes são diretamente dirigidos;
j) Instituições de ensino superior, estabelecimentos de educação pré-escolar e de educação escolar, públicos e privados com financiamento público, no que se refere ao conteúdo relativo a funções administrativas essenciais por via eletrónica;
k) Organismos de direito público, tal como definidos nas alíneas a) e b) do n.º 2 do artigo 2.º do Código dos Contratos Públicos;
l) Associações de que façam parte uma ou várias entidades referidas nas alíneas anteriores, se essas associações forem criadas para o fim específico de satisfazer necessidades de interesse geral, sem caráter industrial ou comercial.
- https://www.procivmadeira.pt/pt/
Uma análise detalhada baseada nas melhores práticas atuais de design, experiência do utilizador (UX/UI), acessibilidade e arquitetura de informação, segue uma lista de recomendações concretas de melhoria.
1. Design Visual e Interface (UI)
O design atual cumpre a sua função informativa, mas tem um aspeto visual que remete a padrões da web de há alguns anos.
Modernização do Layout: Utilizar um design mais limpo (clean), com mais "espaço em branco" (whitespace) para permitir que o utilizador respire e encontre a informação visualmente de forma mais rápida.
Tipografia: Atualizar as fontes para tipos de letra mais modernos e legíveis (como Inter, Roboto ou Open Sans) e melhorar o contraste do texto (especialmente textos cinzentos sobre fundos brancos) para garantir uma leitura sem esforço.
Iconografia: Substituir ícones antigos ou genéricos por um pacote de ícones vetoriais (SVG) modernos e consistentes entre si.
2. Experiência do Utilizador (UX) e Arquitetura de Informação
Num site de Proteção Civil, o tempo que um utilizador demora a encontrar uma informação pode ser crítico.
Destaque para alertas e avisos: os avisos meteorológicos ou de incidentes em tempo real devem ter um destaque visual massivo na página inicial (ex: uma barra de topo vermelha/laranja piscante ou um banner dinâmico quando há avisos ativos de nível Laranja ou Vermelho).
Simplificação de menus: o menu atual tem muitas subcategorias. Agrupar os conteúdos de forma mais intuitiva (ex: Avisos e Alertas, Prevenção e Conselhos, Corporações de Bombeiros, Institucional).
Otimização para dispositivos móveis (responsividade): embora o site funcione em telemóveis, a navegação em ecrãs pequenos pode ser melhorada. Os botões devem ser maiores (fáceis de clicar com o polegar) e as tabelas de avisos devem adaptar-se melhor ao formato vertical.
3. Funcionalidades Técnicas e Performance
Velocidade de carregamento: otimizar o tamanho das imagens e utilizar formatos modernos (como WebP) para garantir que o site carregue instantaneamente, mesmo em redes móveis 3G/4G na serra ou em zonas com menos cobertura.
Sistema de notificações push: implementar uma funcionalidade onde o utilizador possa autorizar o browser (no PC ou telemóvel) a receber notificações imediatas de alertas meteorológicos severos, sem precisar de ter a app instalada.
Acessibilidade (W3C/WCAG): garantir que o site cumpre as regras de acessibilidade para cidadãos com deficiência visual ou motora. Isto inclui leitores de ecrã eficazes, navegação
Envie texto ou siga-nos nas redes sociais:
Regras e Diretrizes da Comunidade
1: Não publique e-mail ou qualquer tipo de informação pessoal.
2: Não publique links do seu próprio blog/site.
3: Não faça spam, respeite.
4: Para Ajuda e Suporte, utilize o formulário de Contato.