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"Abusos sem Limites"

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Esta minha observação não é uma crítica ao jornalista, mas sim ao jornalismo, ao Eduardo Jesus e ao Mediaram, e vou explicar! 

A

busos sem limites, acaba sendo a exposição da ferida aberta da governação regional, a incompetência crónica na hora de planear e executar medidas básicas no Governo Regional. Lamentavelmente, estes governantes fracos, onde se insere o pior secretário regional de sempre na nossa Autonomia, porque só faz asneiras e falha, temos um novo e belo exemplo, ficam à espera do que a força do dinheiro e da necessidade podem polir. Como nunca são atingidos, a soberba e vaidade bacoca prossegue para a próxima asneira. Nasce um inchado.

Eduardo Jesus e o caos planeado na Madeira

É impressionante a impunidade política que se vive na Região Autónoma da Madeira. Crónica após crónica, escândalo após escândalo, assistimos a um padrão sistemático de falhanços na implementação de políticas públicas que minam por completo a qualidade de vida dos madeirenses e a exploração abusiva e repetida dos turistas. Não é só o famoso "mercado", os "cestos", há uma intenção deliberada de chico espertismo, está no sangue, assim se entende como perdoam e validam, eleição após eleição, gente que já deveria estar a passar pela oposição. O cidadão comum, sufocado por um custo de vida galopante e por preços inflacionados ao nível de alemães ou americanos, vê-se refém de governantes que parecem gerir a terra como se fosse um parque de diversões privado. Um amigo meu diz que todas as falhas e erros são premeditados, e ele explica que basta ver que depois vem mais negócio, mais obras, mais lucro. Acontece porque nunca são responsabilizados ou demitidos. A Madeira é impunidade e não só imunidade de meia dúzia. No centro deste carrossel de incompetência operacional surge invariavelmente o mesmo nome, Eduardo Jesus. Tudo aquilo em que o Secretário Regional do Turismo e Cultura toca parece dar asneira, fruto de uma gritante falta de estudo, planeamento e antecipação. É um homem demasiado inchado e com o mesmo problema da maioria, pressupõe-se um herói por falta de jornalismo a provar que é incompetente, protegido pelo MediaRAM.

O negócio paralelo dos trilhos, amadorismo técnico.

Num partido que sabe enriquecer os seus e onde militantes já roubam militantes, que sabe usar a Autonomia para passar à margem da Justiça, é um partido que não sabe implementar soluções blindadas? Tudo o que o Turismo faz dá barraca! O caso denunciado na imprensa sobre o ordenamento do turismo nas serras é o exemplo perfeito deste amadorismo. Criou-se um sistema de taxas para acesso às levadas e trilhos que, em teoria, serviria para gerir fluxos. Na prática, a falta de fiscalização e o desenho trapalhão da medida permitiram que esquemas privados "contornassem" a regra no primeiro dia. Trilhos de 10 euros revendidos abusivamente por mais de 60 euros. Como bem destaca o subdiretor do JM, se por um lado há o aproveitamento oportunista do privado, por outro fica nua a "fragilidade crónica" da máquina pública. Eduardo Jesus legisla para a fotografia, mas esquece-se de estruturar a operação. O resultado é o caos nas serras e o desespero de quem cá vive e vê os seus espaços naturais privatizados pela incompetência alheia. Sim, Eduardo Jesus está a privatizar a serra e está a torná-la um luxo com os preços que correm. Sem vergonha!

O subsídio de mobilidade e o desespero dos residentes.

O reverso da medalha não é melhor quando olhamos para o Subsídio Social de Mobilidade. Era o melhor do mundo, saiu uma grande bosta. Também nele houve abusos de gente a fazer dinheiro indevidamente, chegou a tribunal e para além dos crimes serem certificados, a incompetência também ficou porque deu oportunidade. A oportunidade faz o ladrão. Mas as várias versões continuam nos roubos, o que deveria ser social é um "roubo" que o cidadão adianta para gerar liqueidez nas companhias aéreas. Bem dizem, é um SSM para os ricos e para as companhias aéreas e não para os cidadãos foco com que o subsídio nasceu. As alterações ao regime de reembolso que deveria ser um alívio sem teto máximo para os residentes, transformaram-se em mais um labirinto burocrático e operacional. Formações de agentes deixadas para a véspera, atrasos crónicos na execução e constrangimentos brutais no atendimento. Não adianta deitar as culpas a Lisboa quando temos já a versão regional e a falta de acompanhamento. Para quem ganha um ordenado português e tenta sobreviver na Madeira, viajar tornou-se um luxo psicológico e financeiro. Eduardo Jesus e o executivo vendem a ilusão da melhoria nas conferências de imprensa, mas na hora de aplicar as decisões no terreno, entregam o descalabro.

A blindagem do MediaRAM

Porque é que estas figuras continuam intocáveis apesar do rasto de asneiras? A resposta reside, em grande parte, na dependência económica que amordaça o debate público. Gostei de uma excelente publicação do Madeira Opina que mostrou como o jornalismo está ajoelhado ao Governo Regional ( O DN está em Falência Técnica. )  O dinheiro público canalizado através do MediaRAM funciona como um escudo protetor para governantes incompetentes. Cria-se uma rede de "figuras protegidas", de agendas e destaques, elogios gratuitos e "prémios" previstos, onde a crítica feroz é muitas vezes diluída por conveniência financeira, enquanto o povo continua a pagar a fatura de decisões avulsas tomadas por quem claramente não estuda os dossiês que tutela.

Entre a esperteza de quem explora os sistemas e a lentidão gritante de uma secretaria que não sabe executar o que legisla, o residente madeirense é sempre o elo mais fraco. Ficamos sem serra nos erros "premeditados" da privatização. Logo desvia-se o foco para o abusador, e quem propicia uma e outra vez a oportunidade ao "ladrão"? O jogo político de Eduardo Jesus esgotou-se; resta saber até quando a Região aguentará este toque de Midas invertido.

Nota Final: e porque nem tudo é mau, parabéns ao JM pelo seu novo site, muito bom. Dão baile ao outro.

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