Type Here to Get Search Results !
A sintonizar estações...

PS Madeira, a estratégia do morto.

Moderação 0

Com o Chega a se auto-dinamitar e o JPP a trincar a língua, pergunta-se se o PS Madeira existe?! O do continente já faz pela vida.

S

e há coisa que os madeirenses aprenderam a reconhecer ao longo do tempo é o ruído político. Miguel Albuquerque, mestre na arte da comunicação populista, continua a disparar declarações que oscilam entre o insólito e a provocação aberta. As aberrações verbais e as saídas de tom do Presidente do Governo Regional já nem surpreendem. O que surpreende, e choca pela gravidade, é a resposta daquela que deveria ser a alternativa de poder na Região.

Ou melhor, a não-resposta.

Onde está o PS Madeira? A pergunta repete-se em conversas de café, chats de redes sociais, em fóruns de debate e até nas fileiras dos próprios simpatizantes socialistas. Perante um Governo Regional desgastado, enredado em polémicas, a falhar no essencial da gestão pública e a se esquecer dos madeirenses, o ex maior partido da oposição limita-se ao papel de espetador passivo. Não tem objetivos?

Não se nota ação. Não se vê atividade útil. Não se sente uma força viva a apresentar soluções ou a confrontar o poder com a firmeza que a conjuntura exige. O PS-M parece ter entrado num estado de dormência política do qual recusa acordar, optando por um silêncio tático que, na prática, soa a cumplicidade ou incapacidade.

É a comunicação social a sabotar a sua notoriedade? E ficam quietos?

Nunca se viu, na história recente da democracia regional, um partido tão omisso. Quando o Governo escorrega, o PS-M não aproveita, tantas vezes! Quando Albuquerque excede os limites do razoável, o PS-M remete-se a notas de imprensa insípidas ou ao silêncio absoluto. As redes sociais parecem mais oposição do que o PS Madeira. Já não há nada para fazer?

Os resultados desta postura passiva estão ou estarão à vista de todos, uma desvalorização contínua e uma trajetória descendente que parece não ter fim. Um partido que não se faz ouvir, que não lidera a indignação popular e que não propõe um caminho alternativo credível está condenado à irrelevância. E enquanto o PS-M continua no seu passeio descendente, é a própria democracia regional que perde, privada de um debate exigente e de uma verdadeira alternativa de governo.

O PS Madeira deve ter outra presença, saiam do Parlamento e da Comunicação Social, está tudo minado, ou o PS-M também está minado?

Se o PS Madeira quer continuar a ser levado a sério como força política na Região, precisa de entender uma regra básica da política, o vazio não fica desocupado. Quem cala perante o excesso, consente, e quem não luta pelo espaço da alternativa, acaba varrido para a margem da história.

Qual a utilidade atual do PS-M para os madeirenses?

Enviar um comentário

0 Comentários
* Sujeito a moderação. Seja cordial, educado e não faça spam.