Albuquerque e seu emissário Rui Abreu, foram para a Venezuela fazer show de proximidade sem poderes para nada. Sancho Gomes, Diretor Regional das Comunidades e Cooperação Externa do Governo Regional da Madeira, tem passado ao lado da situação porque os dois primeiros têm duas intenções político-empresariais, não fosse Rui Abreu um "caixeiro viajante" e Albuquerque um angariador de negócios. É o que passa o tempo a fazer com completo desprezo pelos madeirenses que não são do partido ou não "têm dinheiro".
Hoje surge a notícia que coloca quem tem poder em destaque. Os luso venezuelanos devem se suportar em que de facto decido em vez de andar em ilusões:
Quanto à próxima fase, Emídio Sousa explicou que o apoio português passará pela participação de empresas na reconstrução de habitações, infraestruturas e redes de energia, sendo a recuperação do parque habitacional apontada como uma das principais prioridades. Emídio Sousa referiu, ainda, que aguarda a indicação das autoridades venezuelanas sobre os sectores onde existe maior necessidade de intervenção.
- https://www.dnoticias.pt/2026/7/23/500122-portugal-prepara-nova-missao-de-apoio-a-reconstrucao-da-venezuela/#
Albuquerque e Abreu fazem marketing político-partidário, a diplomacia executiva real é feita por Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. É o Governo Nacional que tem autoridade nesta matéria e não um Governo Regional.
A viagem de Miguel Albuquerque e Rui Abreu surge, aos olhos de muitos observadores, mais como uma operação de imagem e de prospeção de redes de influência do que como uma missão com capacidade efetiva de intervenção institucional. Sem competências soberanas ou orçamentais para firmar acordos estatais de grande escala, a comitiva acaba por vender uma ilusão de proximidade à diáspora, enquanto o trabalho técnico e governamental, que caberia, em primeira linha, a instâncias como a Direção Regional das Comunidades, fica remetido para segundo plano perante a exposição mediática dos líderes do partido.
Vamos lá entender algumas coisas...
Primeiro, a diferença entre intenções e competência soberana! A cooperação internacional e os programas de reconstrução financeira e estrutural dependem exclusivamente do Governo da República (Estado-Membro) e das respetivas relações bilaterais e multilaterais. É a República que detém a capacidade jurídica, orçamental e diplomática para articular com as autoridades venezuelanas intervenções de fundo em setores como a habitação, a energia e as infraestruturas.
Outra, o pragmatismo da diáspora! Os luso-venezuelanos e a comunidade madeirense a residir no país enfrentam problemas concretos e prementes. A médio e longo prazo, a sobrevivência e estabilidade da comunidade dependem de apoios institucionais sólidos e de programas de reconstrução reais, como os anunciados por Lisboa, e não de comitivas regionais sem poderes delegados para assinar protocolos vinculativos. Estes atrasam e consomem tempo inútil.
Atenção à instrumentalização vs. apoio efetivo. Quando a presença institucional se foca excessivamente na componente empresarial e de oportunidade de negócio em detrimento do apoio social e comunitário abrangente, corre-se o risco de alienar grande parte da emigração que não pertence às redes de influência política ou económica locais, aprofundando o sentimento de abandono por parte de quem não tem "peso" partidário ou financeiro. Faço-me entender? "Arrastar a asa" como fazem na Madeira.
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