S oubemos que, depois de ter estado em Jersey junto da comunidade emigrante, Pedro Calado irá ao Havai para confraternizar com a grande comunidade madeirense que vive na Ilha americana. Segundo o jornal “O Luso Hawaiiano”, fundando em 1885 e que ainda se publica em português, o político madeirense quer incentivar o regresso da nova geração de madeirenses à ilha dos avós, porque toda a gente sabe que na Madeira não existem vulcões ativos e os únicos tubarões perigosos que se conhece são os das Construtoras.
Para os leitores menos cultos, a ligação endémica dos havaianos com a Madeira iniciou-se com emigração de agricultores para as plantações de cana-de-açúcar do Havai e cimentou-se desde que o emigrante João Fernandes levou para o Havai o nosso cavaquinho.
Segundo os últimos censos da Direção Regional de Estatística, mais de 10% da população do Havai descende de portugueses, nomeadamente de Açorianos e Madeirenses, num total de 144 mil lusodescendentes que Pedro Calado considera que serão um sério contributo para a vitória do PSD e da democracia em setembro.
Junto com ele vão cinco angariadoras boazudas da REMAX, para promoverem o empreendimento do DUBAI, ao abrigo do programa Golden Visa. Uma das angariadoras está muito confiante porque todos os apartamentos T1 de luxo do DUBAI têm vista privilegiada para o mar, uma kitchenette equipada com equipamentos Bosch e dois WC com um jacuzzi de 3 metros, muito melhor de que as cabanas de bambu no Havai.
Devido ao orçamento limitado do Município, a comitiva vai partilhar uma suite penthouse no Koloa Landing Resort durante oito dias em regime meia pensão porque é preciso dar o exemplo aos madeirenses na contenção financeira. Entretanto, já começaram as inscrições para a popular excursão dos jornalistas atrás de Pedro Calado, que terão todos cabimento na rúbrica financeira "tem que ser, tem muita força ... martela". Desta vez Pedro Calado informou que não levará o diretor do Diário porque não precisa de ninguém para segurar a vela.
Pedro Calado far-se-á acompanhar pela Secretária Regional da Inclusão Social e Cidadania, que vai para garantir o Subsidio de Reinserção Social de 3500 euros mensais a todos os havaianos que optarem por regressar à Madeira, seguindo a experiência do plano dos Luso-Descendentes.
O nosso edil quase Presidente de Governo, entre dois “Mai Tai”, confessou-nos em off que sempre foi um sonho de infância aprender a dançar o Hula porque o bailinho da Madeira ele já sabe de cor. Por isso, se aparecer por aí com um andar diferente é das aulas de dança.

