Nem um Liberal consegue tolerar meio milhão para viagem

 

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I r para o continente Americano parece um longe da vista, longe do coração. Enquanto alguns se indignam que os devedores ao fisco tenham subsídio de mobilidade, assistimos a este episódio, parece que se esquecem da parte moral de um Estado caloteiro e despesista que põem as pessoas em maus lençóis por abusos com o dinheiro do Estado. Temos aqui um caso e para viagens, que belo subsídio de mobilidade!

A Iniciativa Liberal está a pedir explicações sobre um evento de promoção turística da Madeira (APM) agendado para junho, nos EUA, onde consta um jantar de 4 horas na residência do Embaixador em Washington para 350 convidados, com um custo previsto de 490 mil euros (mais IVA), quase meio milhão de Euros... mais IVA. As contas da IL são simples e chocantes, o evento pode custar cerca de 1.400€ por convidado. O caderno de encargos inclui luxos como chefs madeirenses, decoração, brindes e até a contratação de um ator para interpretar George Washington. A grande dúvida é o retorno, Washington é uma capital política, não um centro de operadores turísticos (trade).

A APM vai fazer o caso da viagem de Albuquerque no Curaçau e a na Venezuela um assunto menor. Será que o continente americano tem ares que enlouquecem? Num momento em que aquele país precisa de ser ignorado e metido na ordem pelo presidente desvairado que tem, lá vão os madeirenses se fazerem de ricos. Até parece coisa de traidores...

Coincidência das coincidências, existe Mundial de Futebol, de quinta-feira, 11 de junho de 2026 até domingo, 19 de julho de 2026.

Esta notícia é um prato cheio para quem critica a gestão de dinheiros públicos na Região Autónoma. Este é o jackpot do Subsídio Social de Mobilidade para ricos! 

A matemática do absurdo, gastar 1.400€ por pessoa num evento de quatro horas é uma exibição de opulência. Num momento em que se fala de contenção e dificuldades das famílias, gastar o equivalente a dois salários mínimos nacionais (por convidado!) num único jantar é, no mínimo, uma falta de sensibilidade social gritante. Deixem-me adivinhar o cidadão fica devedor e não pode aceder ao subsídio de mobilidade...

A inclusão de um ator para interpretar George Washington revela uma mentalidade de "folclore político". Enquanto se gasta dinheiro a contratar figurinos para encenar o passado dos EUA, fica a dúvida, onde está a estratégia real para trazer turistas americanos para a Madeira? Parece mais uma festa para "inglês (ou americano) ver" e para os governantes regionais tirarem fotos em Washington.

Parabéns IL, a crítica é cirúrgica, Washington é onde se faz política, não é onde se vendem pacotes de férias. Se o objetivo fosse o retorno comercial, o evento seria em Nova Iorque ou centros de decisão turística. Fazer isto na residência do Embaixador cheira a "diplomacia de cocktail" paga pelo contribuinte, servindo mais para o prestígio pessoal de quem viaja do que para a economia da ilha. Vão para contactos pessoais? Já houve um que foi subsidiado para estudar nos EUA e acabou noutro partido...

Como é hábito nestas andanças, o "investimento" é anunciado com pompa, mas o "resultado" nunca é medido. Nunca vemos resultados. Quantos destes 350 convidados vão efetivamente influenciar a vinda de turistas? Quantos são apenas "amigos da casa" ou figuras do círculo diplomático que aproveitam o catering gratuito de chefs madeirenses?

Gente que gasta do erário público nunca fica devedora do fisco! Nem precisa de Subsídio Social de Mobilidade!

Isto acontece porque o madeirense não se importa com nada, eles sabem e abusam! Outra vez da secretaria do Eduardo Jesus?! Irra!

Só faltava arrendarem "Bentleys"... ah desculpem, na América de Trump só pode ser Cadillac.