O PS-M, por si só, é o garante de não alternância na Madeira, o PSD agradece, mas também a JPP e o Chega que lhe tomarão lugar. Um congresso é para se sair com entusiasmo, mudar o astral, se sentir força. Depois do falatório e da união, cada um por si disse o seu interesse com uma falta de quórum,
O que aconteceu no 23.º Congresso Regional do PS-Madeira, com a votação das moções adiadas por falta de quórum, tem significado político interno e externo para o partido, é caricato, uma aberração, um sinal de fraqueza e desinteresse. A união do partido reduz o partido, será que a união dos mesmos blinda o PS-M a uma renovação que traga gente?
Durante o congresso foram apresentadas 12 moções sectoriais que abordam áreas como juventude, trabalho, igualdade, saúde, educação ou democracia e também temas como “Preparados para Governar”. Este último sem quórum é humor, não convencem os seus, mas vão convencer os madeirenses? As votações não aconteceram conforme estava previsto porque não houve quórum de delegados, supostamente as forças mais vivas do partido, por isso os trabalhos terminaram antes do horário programado. A organização anunciou que as votações serão realizadas na próxima Comissão Regional, com data ainda a definir. Desculpem, parece uma reunião de condomínio onde se espera 30 minutos para passar à solução seguinte.
Um congresso é um momento chave para um partido consolidar posições e definir prioridades, se a maioria dos delegados não esteve presente ou não participou da votação, podemos interpretar como falta de mobilização interna, menor entusiasmo pelos debates ou descoordenação na organização do processo. Mas, e sobretudo, que não acreditam no que escrevem! O congresso que uniu demonstra pela falta de quórum que há membros que não se sentem suficientemente motivados ou alinhados com as moções apresentadas, ou entendido por fora como fraqueza ou falta de coesão. O PS-M falta a falhar na hora chave, não faz reset, é mais do mesmo.
Atenção, verdade seja dita, não inédito, que eventos internos como congressos regionais ou nacionais tenham de adiar votações por questões de quórum ou logística. A política partidária envolve calendários apertados e participação voluntária de delegados. Adiar a votação para um momento com mais quórum pode ser também uma forma de garantir que o processo decorre de forma formalmente correta, em vez de correr o risco de votar com pouca representação. Mas, atenção, o congresso do PS-M foi anunciado com muita antecedência para todos se acomodarem e criarem condições para estarem presentes. Não me digam que os que saem, depois de sofrer da guerrilha interna passam a guerrilheiros. Quem lucra com isto é o PSD, a JPP, o Chega e os amigos da comunicação social.
O PS-M caiu para terceiro lugar na Assembleia Legislativa da Madeira e parece que o período de reflexão interna e mudança de liderança não resultam em nada a não ser ... mais do mesmo.
Os amigos do PS-M na comunicação social não tiram fotografias das mesmas perspectivas como do jantar de Natal do PSD-M...
