O Subsídio Social de Mobilidade tem regras claras, quem deve à Segurança Social ou ao Fisco não é reembolsado. Ponto final. Para o cidadão comum, a máquina funciona como um relógio suíço, rigorosa, implacável e sem margem para “jeitinhos”.
A questão que se impõe é se para o "Bardamerda" e para o Albuquerque, esta régua é igual ou há cidadãos “premium” com passe livre institucional?
Pergunta-se, com toda a legitimidade, Eduardo Jesus e Miguel Albuquerque, têm ou não dívidas à Segurança Social ou ao Fisco? E caso tenham, recebem o subsídio? Ou o sistema ganha subitamente cataratas quando o NIF vem acompanhado de cargo político?
E já agora, como se confirma isto? Vai-se onde? Aos agentes de viagens do Governo Regional? Às mesmas estruturas que tratam reservas, reembolsos e, aparentemente, fazem também controlo moral e fiscal seletivo? Vamos ser transparentes "Bardamerda"! Não é gritar “cumprimos a lei”, é provar que ela é igual para todos, inclusive para quem governa.
Outra pergunta que me anda incomodar e muito, foram ou não marcadas passagens para os EUA, Washington, para assistir a jogos de futebol? E os bilhetes para os jogos de Portugal também serão cobertos pelos nossos impostos? Se sim, em que contexto? Missão institucional ou turismo futebolístico em classe executiva? E mais importante, alguém, no meio disto tudo, parou cinco segundos para pensar se isto é decente?
Fala-se em valores na ordem dos 500 mil euros, numa altura em que o madeirense mal consegue pagar a casa, se apertam regras, se cortam apoios e se moraliza o cidadão comum como se fosse suspeito por defeito. Meio milhão de euros dos impostos dos madeirenses para este tipo de “prioridades” levanta uma última pergunta, talvez a mais importante de todas,
Não há vergonha na cara, "Bardamerda"?
Governar não é viver acima das regras. É viver debaixo delas. Tudo o resto chama-se corrupção e despotismo do dinheiro publico.
Eu explico-te o que é "Bardamerda", é quando quem governa trata os cofres do Estado como se fossem a carteira pessoal, sem pudor, sem critério e sem medo de prestar contas. É gastar porque pode, não porque faz falta. É confundir interesse público com conforto privado. É decidir com base no cargo, não na necessidade. É usar dinheiro de todos para benefício de poucos, ou de si próprio.
Exemplos típicos: Viagens, eventos e “missões” sem impacto mensurável; Gastos exuberantes em tempos de aperto; Prioridades trocadas: espetáculo primeiro, pessoas depois.
Não tens vergonha na cara Eduardo Jesus? Eu tenho!
