Alberto João Jardim (1978–2015)
- Liderança fortemente personalista.
- Maior domínio político sobre o espaço público e instituições.
- Estrutura mediática mais pequena e dependente.
- Imprensa regional mais vulnerável a pressões diretas e indiretas.
- Cultura política dominante e hegemonia partidária forte.
- Pouca tolerância a críticas.
- Jornalistas frequentemente eram alvo de humilhação pública.
- Transparência limitada, acesso controlado.
Miguel Albuquerque (2015– (...)
- Contexto político mais plural, embora o PSD continue no poder.
- Mais presença das redes sociais e novos meios digitais.
- Sociedade civil mais vocal e menos intimidade entre poder e comunicação social.
- A crítica ao poder é mais distribuída e menos centrada numa figura única.
- Contexto mediático nacional e europeu pressiona por mais transparência.
- Pluralidade interna maior no PSD–Madeira. (excepto em eleiçõe sinternas)
- Jornalistas podem criticar com menor risco de retaliação pública. (cof, cof)
- Persistem “reflexos” do passado, controlo informal, pressão, condicionalismo em eventos.
N o tempo de Alberto João Jardim a relação com a imprensa foi conflituosa, pública e frequente. Havia pressão política direta sobre jornalistas. Jardim atacava publicamente jornalistas, jornais e canais, chamando-lhes “mentirosos”, “corruptos”, “inimigos da Madeira”, etc. Esses ataques, sendo feitos por um líder com enorme autoridade e influência, criavam um ambiente de medo e autocensura.
No tempo de Alberto João Jardim a dependência financeira da imprensa regional iniciou-se. Muitos órgãos dependiam fortemente de publicidade institucional do Governo Regional. Isso criava vulnerabilidade económica e tentação de autocensura.
No tempo de Alberto João Jardim houve o controlo indireto sobre meios regionais, com Sousa e Ramos a somar a propriedade de meios de comunicação social (Farinha veio com Miguel Albuquerque), uma acusação frequente (inclusive de responsáveis nacionais do Sindicato dos Jornalistas) de “condicionamento” editorial. Jornalistas que criticavam o governo eram por vezes colocados de parte em eventos oficiais.
No tempo de Alberto João Jardim a liberdade formal existia, mas havia mais pressão política, ambiente intimidatório e condicionamento económico.
No tempo de Miguel Albuquerque, o estilo mudou, mas não desapareceram os problemas. Miguel Albuquerque não desfez o que vinha de trás, incrementou diplomaticamente (inserção de Farinha) para uma autocensura amigável com os jornalistas.
No tempo de Miguel Albuquerque, há menos ataques pessoais diretos e menos clima de confronto aberto. Albuquerque raramente insulta jornalistas. Mantém postura mais institucional e tecnocrática. Todavia, persiste pressão sobre jornalistas e constrangimentos no terreno. Em casos recentes (2024–2025) temos Jornalistas impedidos de trabalhar em espaços públicos, pressões de assessores em eventos oficiais, acesso restrito durante incêndios, tentativas de controlar perguntas ou limitar cobertura desfavorável (Pedro...). Embora menos espetaculares do que no tempo de Jardim, são formas modernas de condicionamento, mais subtil, mas reais.
No tempo de Miguel Albuquerque, a dependência económica dos media continua. A imprensa regional depende em grande parte de publicidade institucional, subsídios e contratos públicos. Cada vez mais, porque a economia vive entre monopólios que não precisam de pagar e empresários que contam os tostões e não apostam em publicidade quando ainda por cima, o Governo Regional é de ajustes directos...
No tempo de Miguel Albuquerque, o sistema mediático é mais diversificado (digitais, redes sociais), mas a fragilidade financeira mantém a vulnerabilidade de sempre.
No tempo de Miguel Albuquerque, há mais abertura, menos conflito público e um ambiente menos hostil, mas continuam práticas de controlo indireto e restrições pontuais por "intermediários".
Albuquerque usou a proximidade, a maior dependência dos órgãos de comunicação social, o amiguismo com jornalistas e alguns favores... para receber um jornalismo mais complacente para com o seu "reinado". Apesar de factualmente a situação ser avaliada por mim pelos 8 pontos de cada um, hoje em dia, e com a participação dos jornalistas, a "liberdade de Imprensa" está em autocensura amigável por dívidas de favor e dependência. Nos mandatos de Miguel Albuquerque vimos a omissão de cobertura válida sobre as questões como as investigações e acusações sobre empresários, proprietários e governantes. Também vimos o aumento direto das notícias das agências de comunicação e assessorias de imprensa do Governo Regional por sugestão, imposição e assédio... e alguns deslizes, em direto, de um secretário malcriado. Sinal de que o sistema de controlo não está perfeito para lá da bajulação de agenda e criação de imagem.
Jardim rasgava jornais, Albuquerque inviabiliza para a dependência.
