Hoje fomos confrontados com a notícia de que o ex presidente da câmara de Machico, o socialista Ricardo Franco, será adjunto de Filipe Sousa do JPP na Assembleia da República.
Mas para que fiquemos mais esclarecidos é preciso tentar perceber o que levou ao ex autarca a aceitar este novo desafio / tacho.
É sabido que os irmãos de Gaula sempre tiveram uma veia comunista/ socialista, nomeadamente Filipe Sousa que já pertenceu ao PS. Mas o que terá levado a esta “transferência” de inverno, o que terá passado pela cabeça do Filipe Sousa e o do partido JPP para aceitar tal situação? Ora vejamos, Ricardo Franco desde há muito tempo que procurava uma situação que o pudesse salvaguardar futuramente, ou seja, financeiramente após a saída da presidência da câmara de Machico.
Mesmo antes das eleições legislativas regionais de 2025, o "menino" Ricardo já andava a “apalpar” terreno nas várias fações que se encontra dentro do partido socialista, a ver qual aquele que iria ceder ao seu desejo, um pouco antes das regionais, o senhor em questão não queria apoiar o queimado Cafôfo, visto saber bem que o mesmo já não consegue ganhar nem uma simples eleição para director de turma na escola. No entanto, foi-lhe prometido um bom lugar na lista de deputados à assembleia regional, isso claro que mexeu-lhe com a cabeça, ou melhor com o bolso, teria uma alta probabilidade de ser eleito, facto que não aconteceu por uma unha negra.
Franco não desistiu, pois há que manter o estatuto financeiro, caso contrário a sua mulher era capaz de o colocar fora de casa. Ora, com uma situação tão desesperante, procurou outra solução, concorrer para a presidência da assembleia municipal da câmara de Machico, andando em reuniões com o candidato à presidência desse mesmo município a ver se o mesmo aceitava.
Claro que não aceitou, o que levou Ricardo Franco a ficar enfurecido e a disparar em todas as direções dentro do partido, afirmando mesmo que não participou na campanha política do actual presidente de Machico, porque este novo presidente e a sua equipa teriam faltado ao respeito à sua mulher, que convém dizer, que é uma senhora que enquanto o seu marido foi presidente da câmara, mostrou sangue azul, achava-se uma aristocrata, pouco ou nada dirigia a palavra às pessoas, pois encontrava-se num pedestal intocável.
Felizmente, o presidente actual da câmara, não foi em manobras para manter egos pessoais, aliás, se não fosse do mesmo partido, o actual presidente teria mandado fazer uma auditoria às contas da autarquia, enquanto Franco foi o presidente, para procurar a verdade e entender qual era o património pessoal antes de entrar na câmara e depois de sair dela. Se a justiça funcionasse, seria fácil detetar os vários contratos empolados com certa empresa de Machico e também o porquê de ser sempre a mesma a adjudicada. Só ajudaria a esclarecer e trazer a correção das interpretações na opinião pública.
Neste momento, no PS reina um certo alivio, pois saiu um ativo que no futuro certamente se tornaria tóxico e passou-se esse mesmo ativo para o partido que também faz oposição ao PS.
Actualmente, o JPP começa a definir-se como um partido populista, um partido em que o lixo dos outros serve ao partido, Filipe Sousa não poderia deixar um amigo em apuros, deu-lhe a mão, só que não está ciente do precedente que acabou de abrir, ou seja, mostrar ao povo, que afinal o JPP também é um partido de tachos e amiguismos, estão tornando-se um partido à imagem do Chega, estão mostrando ao povo que a velha história do PSD, um grupo de tachos para os amigos, também é sua prática corrente.
Finalmente para terminar, não podia deixar de referir, que até a actual presidente da câmara de Santa Cruz, esteve para ser descartada para colocar o amigo mor, Paulo Alves no lugar dela.
PS: Será interessante ver, daqui para a frente, a atitude daqueles verdinhos que estavam na lista de candidatos a sucessores de cargos públicos, com esta ultrapassagem dos manos de Santa Cruz.
"Em política, o que parece, é", convém não ir somando pontas soltas, a percepção é a realidade.