O mundo está a aturar um demente? Parece o Boris Iéltsin americano.


Ameaças, bullying, um imobiliário a se julgar um campeão da diplomacia. Mas estará doente? Cada vez mais discursos longos e repetitivos, como os ditadores.

É muito difícil não achar que Donald Trump está demente, o que é uma ironia depois dos ataques a Joe Biden. Tem pouco tempo, uma hora, mas a análise do desempenho de Donald Trump no Fórum Económico Mundial em Davos tem gerado um debate intenso, dividindo-se entre a percepção de uma estratégia política deliberada e sinais de um possível declínio cognitivo

Muitos observadores e analistas políticos presentes em Davos notaram que Trump adotou um tom soporífero e monótono, lendo listas de conquistas do seu primeiro ano de mandato (2025) de forma quase Slurring (arrastada).

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, descreveu a intervenção como uma das horas "mais insignificantes" e "aborrecidas" da história do fórum.

Enquanto em 2025 o seu discurso foi visto como o de um "estadista" por alguns setores, em 2026 a repetição de ataques (especialmente contra as energias renováveis e moinhos de vento) e o foco obsessivo na anexação da Gronelândia sugerem um estreitamento de temas.

O egocentrismo continua a ser a sua marca registada, mas com novos contornos em 2026. A diplomacia de "T-Rex" surge, a expressão foi usada para descrever o seu estilo, "ou te cruzas com ele, ou ele devora-te".

Em Davos, ele não hesitou em ameaçar com tarifas punitivas os aliados europeus que se opõem aos seus planos expansionistas, utilizando o fórum multilateral para reforçar o seu isolacionismo "America First". Trump está a isolar os EUA porque quem ouve os seus discursos centrados em si e na América num fórum mundial, percebe que tem de procurar outras parcerias e esquecer os EUA.

A questão da "demência" ou declínio cognitivo é frequentemente levantada pelos seus opositores pela confusão de factos, repetição de dados incorretos sobre a economia global e o clima. Eu até julgo que é uma forma educada de não acreditar que é tão "burro".

A insistência na compra da Gronelândia, algo que a Dinamarca já rejeitou categoricamente, é vista por alguns psiquiatras e críticos como um sinal de pensamento rígido ou delirante.

Os seus apoiantes argumentam que o tom "sonolento" é uma tática para projetar controlo e que a repetição serve para martelar mensagens no seu eleitorado base, ignorando a elite de Davos.

Na minha opinião... problema dos Estados Unidos, o mundo que trabalhe à margem do gorila laranja.