O Chega nasce com militantes do PSD, e neste momento é interessante perceber o erro do PSD na Madeira, soltar os "cães de fila" do jornalismo contra o JPP vai dar o Chega a "comer" votos ao JPP e ao PSD. Os "cães de fila" do PSD, meia bola e força, nunca perceberam que isto poderia acontecer e aconteceu. Não tanto pela vitória do Ventura na Madeira, mas pelo indicador de quem levará os votos de segunda linha se o PSD-M continuar a ganhar por "poucaxinhos". Ou seja, o JPP está em apuros, porque o PSD ao perder votos terá menos impacto na quantidade, mas vai perigar maiorias absolutas, se a segunda linha se ativar. O JPP não tinha candidato, arrastou os pés para apoiar Seguro e o Ventura ganhou em todas as freguesias do concelho de Santa Cruz. Os candidatos fazem diferença, lembrem-se que o Ventura está em todas as eleições.
O que se segue? Continuar a plantar Chega na Madeira pela estupidez de PSD, PS, CDS e JPP. Cada um à sua maneira, uns a perseguir democratas, outros a implementar a censura que radicaliza, outros a olhar para o umbigo, uns a arranjar casos na justiça para eliminar ou entreter, outros acham que os seu lugar está de pedra e cal na democracia.
Segunda volta, quando Cotrim (para muitos um Ventura polido) no discurso da noite eleitoral disse que Seguro é um péssimo candidato e omitiu Ventura, deu tacitamente a escolha para os seus seguidores, mesmo que tenha dito depois que não endossa os seus votos.
Gouveia Melo e Marques Mendes não endossaram os seus votos nem insinuaram, portanto, cada um dos seus apoiante escolherão, entre Ventura e Seguro, sem linhas vermelhas. A esquerda do que ouvi só Catarina Martins endossou votos, mas não ouvi mais porque a direita e o vencedor monopolizaram a noite.
Agora teremos 3 semanas de lama, será que os portugueses sabem exatamente o que se passa no seu país e no mundo? Têm espelho, experiência, leituras e exemplos?
O PSD está em apuros no continente e na Madeira. Ventura estará sempre por aí, Cotrim não é líder da IL. A comunicação social deixa Ventura falar em grande plano no discurso de fim de noite, e dá meio plano no discurso de Seguro com Ventura ao lado. Nas próximas eleições Albuquerque não fará o seu número desrespeitador porque não tem candidato.
