Os voos para o Porto Santo


V enho por este meio manifestar a profunda preocupação e indignação relativamente à atual situação das ligações aéreas entre o Porto Santo e a Madeira. No dia 12 de janeiro, não existem bilhetes a preço de barco disponíveis para nenhum dia próximo. Um residente do Porto Santo paga atualmente 55,80€ para sair da ilha, e mesmo nessa tarifa os lugares são escassos ou inexistentes. Esta realidade é inaceitável.

O que está claramente em falta é uma rotação aérea extra, especialmente em articulação com o horário do navio. O Porto Santo tem hoje futsal, bilhar, patinagem, empresas de construção civil, médicos, fornecedores e muitos outros passageiros que utilizam diariamente a linha regular da Binter, tornando a capacidade atual manifestamente insuficiente.

Reconhece-se que a Porto Santo Line está a fazer mais do que a sua obrigação, mas, na prática, também está a contribuir para agravar a dificuldade de mobilidade dos residentes.

Defendo que o Governo Regional deve assumir um reforço da linha aérea, sobretudo em dias críticos como sextas-feiras, sábados, domingos e segundas-feiras, bem como em períodos de maior procura por motivos médicos.

Acresce ainda o facto de, nalguns casos, só serem vendidos bilhetes a preço de barco à terça-feira (dia sem navio), apenas mediante garantia de consulta médica, (sou obrigado a estar doente) criando um regime que usurpa claramente o direito à continuidade territorial e à mobilidade dos cidadãos do Porto Santo.

Os residentes sentem-se abandonados e sem alternativas. A mobilidade não pode ser tratada como um privilégio, mas sim como um direito fundamental.

Apelo, por isso, a uma intervenção urgente e concreta para resolver esta situação, que afeta diretamente a qualidade de vida, a economia local e a dignidade dos porto-santenses.

Com os melhores cumprimentos,

Um residente do Porto Santo